Chegou a hora de mudar (por Paulo Rocha)

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Pois é tricolores, o tão esperado dia da eleição para presidente do Fluminense enfim chegou. As Laranjeiras estarão no clima da festa democrática, o dia será especial, sem dúvida. E espero que a data marque o renascimento daquele Fluminense que todos nós queremos.

Não vou usar este espaço para enaltecer fulano ou beltrano. Ao longo das colunas que escrevi para o Panorama, o leitor bem sabe, deixei clara minha posição. Quero mudança. Para dizer a verdade, caso eu estivesse apto a votar (deixei de ser sócio do clube há mais de 20 anos) estaria em dúvida entre dois candidatos. Só teria certeza em quem não votar.

O Fluminense que a torcida quer é aquele que, ano sim ano não, levanta um caneco; que não se intimida diante de seus mais tradicionais rivais e, por isso mesmo, é temido e respeitado por eles. O maior presidente tricolor de todos os tempos, em minha opinião, chama-se Francisco Horta. Foi ele que me fez ser tão Fluminense assim. Que contratou Rivelino, Paulo Cézar, Doval e tantos outros; que levou o Rei Roberto Carlos para cantar no ginásio das Laranjeiras – eu estive lá com minha mãe. Qual era a grande qualidade de Horta? A ousadia.

É isso que peço ao novo presidente de nosso tão amado clube: seja ousado. Não se prenda ao conservadorismo, arrisque, não tenha medo de ser feliz. Os tempos são difíceis, concordo, mas aqueles também eram. E Francisco Horta, que muitos até hoje criticam, não teve medo de ser e nem de fazer-nos felizes.

Hoje, no mesmo solo sagrado pelo qual já passaram tantos personagens da história do futebol brasileiro, os tricolores aptos a votar decidirão o futuro do clube. A maioria deles, com certeza, já ouviu falar da Máquina. Poderemos revivê-la, é só escolher o presidente certo. Que Deus ilumine o vencedor da eleição e que o Fluminense volte a ser grande como sempre foi.  Saudações Tricolores.

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Em tempo: o jogo contra o Figueirense pode não valer absolutamente nada em termos de tabela, mas terá imensa serventia no que diz respeito ao aproveitamento, com fins de observação, daqueles que até receberam poucas chances de mostrar o seu valor. Que Marcão os escale.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: paroc

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