Carne de pescoço gaúcha (por Gustavo Reguffe)

Pela segunda vez no campeonato, não conseguimos derrotar o Grêmio. Não que isso seja um grande problema ou represente algum tipo de bloqueio de nossa parte quando enfrentamos o time gaúcho. Pelo contrário, tanto o jogo do turno quanto o desta última quarta foram disputados até o último minuto. O que se pode lamentar é que, tanto naquela quanto nesta partida, o placar final foi definido em lances de desatenção de nossa defesa. Se no Olímpico vacilamos na cobrança de uma falta a favor deles, ontem falhamos na marcação de um rebote, novamente em bola parada, com o agravante de contarmos com um jogador a mais!

Noves fora, foi um bom jogo. O Flu começou com uma escalação menos ousada, a qual, a meu ver, não era a ideal, uma vez que, até mesmo pelas características de cada um, Marcos Júnior seria o substituto natural de Wellington Nem. Entretanto, o que se viu quando a bola rolou foi um Rafael Sóbis mais solto e participativo do que de costume, como querendo justificar a condição temporária de titular.

Após um começo de jogo mais insinuante, o Grêmio foi aos poucos perdendo espaço para o Flu, que equilibrou o jogo e, na minha opinião, terminou melhor a primeira etapa. No segundo tempo, movido pela necessidade, os gaúchos vieram pra cima como era esperado, até que conseguiram abrir o placar, também numa falta, esta sofrida por Zé Roberto – aliás, basta encostar no cara que ele cai… – e batida com inteligência por Elano.

A virada veio mais rápido do que se esperava. Com a confiança de um grupo maduro e focado na conquista do título, o time não se abateu e o empate veio merecidamente pelos pés de Digão, que fazia bom jogo. O golaço de Sóbis quando a torcida ainda fazia a festa pelo primeiro veio dar ainda mais moral ao Flu que, a partir daquele momento e com a expulsão infantil de Marcelo Moreno, parecia com a vitória assegurada.

Por isso, como sempre nesses casos, aliás, é difícil engolir o empate faltando poucos minutos para o final. O resultado pode até ser considerado bom pela força do adversário e justo pelo que foi o jogo mas, dadas as circunstâncias em que aconteceu, deixa um gosto amargo; é o chamado “empate com sabor de derrota”.

Mas faz parte do jogo e o time se apresentou bem, a meu ver. Fomos ainda agraciados com o empate entre Santos e Atlético, que manteve nossa confortável vantagem de nove pontos para o segundo colocado. Acredito que, se mantivermos o mesmo ritmo no próximo domingo, temos plenas condições de trazer os três pontos de Belo Horizonte.

Um dos méritos dessa equipe é a vontade e a união que os jogadores têm demonstrado e isso, faça-se justiça, é em grande medida graças ao Abel. Partamos então agora, com a faca nos dentes, pra cima do vice-líder!

Gustavo Reguffe

Panorama Tricolor/ FluNews

@PanoramaTri

Contato: Vitor Franklin

5 Comments

  1. Olha, vou confessar que fiquei receoso do time do Fluminense ter sentido o peso da responsabilidade com a torcida em massa cantando.

    Espero que não.

    Domingo: Atlético 0x2 Flu

  2. No primeiro semestre estávamos á frente do Internacional no torcidômetro do Globo.com. Aí eles aos poucos foram tirando a diferença e nos passaram. Agora, anabolizado pela boa fase do time, eis que estamos paulatinamente descontando a vantagem deles, que já foi de 5 mil torcedores e agora caiu para a casa dos 2 mil. Vamos todos clicar com seus perfil do Facebook em CURTIR o Flu e tentar ultrapassá-los novamente, não custa nada e nem demora. Só vale um voto por perfil Face. Aqui :

    http://globoesporte.globo.com/futebol/torcidometro.html

Comentário