Botafogo 2 x 1 Fluminense (por Ernesto Xavier)

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O futebol é muito mais do que um esporte. Ele envolve não só 22 jogadores querendo fazer com que uma bola ultrapasse uma linha que fica dentro de um quadrilátero. O futebol traz consigo bilhões de torcedores, interesses econômicos diversos e poder, muito poder. Quando estes atletas entram em campo, com eles vêm dirigentes, patrocinadores, cartolas, meios de comunicação, políticos. Eles se interessam por futebol? Quase nada. O que os leva até o futebol, então? Dinheiro. Por conseguinte, poder.

O jogo entre Fluminense e Botafogo, neste 18 de abril de 2015, começou na verdade em 5 de maio, quando expulsaram Fred injustamente no Fla-Flu. Ali se iniciava o plano para que o Fluminense nem ao menos chegasse às semifinais. Contra a federação e seus aliados chegamos lá. O principal jogador deste Fluminense em mutação após a saída da Unimed foi “julgado” esta semana, em caráter de urgência, pois outros jogadores denunciados em outros artigos, em jogos anteriores ao nosso não foram a julgamento ainda. Nos tiraram o capitão da segunda partida e nos tiraram o estádio mais adequado para um clássico, dando ao adversário a oportunidade de jogar em casa. Portanto, amigos, antes que o juiz apitasse o início da partida às 18h35, o jogo já estava sendo realizado, só que em outros gramados.

O Fluminense entrou disperso, desorganizado, facilitando a vida da equipe botafoguense. Os primeiros 10 minutos de uma partida são cruciais. Tomamos um gol aos 5. Impedido. Na cara do assistente. Era de se esperar. Já fazia parte do roteiro escrito por Rubens Lopes. Rodrigo Pimpão encobre Cavalieri em jogada irregular para a conclusão de Fernandes. O time tricolor não se encontrava em campo. O meio de campo não funcionava, o Botafogo dominava o setor e parecia que não tínhamos os nervos no lugar. Veio a parada técnica. Pensei: o técnico vai acertar os buracos e vamos voltar com energia para reverter a situação. Outro gol do Botafogo, em falha grotesca de Wagner no meio, perdendo a bola e dando o contra-ataque ao adversário.

A partir dali até o final do segundo tempo somente o Fluminense jogou. Os alvinegros, com a vantagem, desistiram de jogar. Jogadores caíam, o goleiro demorava a repor a bola, gandulas não deixavam bola reserva para o goleiro Cavalieri. Típico artifício de times pequenos.

Nosso gol veio em jogada articulada por Wagner (finalmente!) e a rapidez de Kenedy, que foi derrubado por Renan, com o joelho, na área. Caso o juiz não marcasse esse pênalti a nosso favor, era caso de invadir o campo, chamar a polícia e mandar prender o soprador de apito.

Gol de Jean deslocando o goleiro. Fim de primeiro tempo e novo ânimo para o segundo.

O segundo tempo foi um jogo de ataque contra defesa. No entanto, a ausência de um centro avante nos deixava sempre em falta na hora da conclusão. As entradas de Robert e Marlone deram mais velocidade à equipe. Poderíamos ter matado o jogo. Não o fizemos.

Resultados iguais. Disputa de pênaltis.

Os jovens Gérson e Kenedy parecem ter sentido um pouco a responsabilidade. Normal para dois garotos. Perderam suas cobranças, que foram parar nas mãos de Renan. Do nosso lado, Cavalieri tentava se redimir das inúmeras vezes em que deixou de sair do gol e também defendeu dois chutes.

Vieram as cobranças alternadas e nosso goleiro foi bem em praticamente todas, chegando a defender uma delas, que caprichosamente teimou em entrar no gol. Chegou então sua vez de ser o cobrador. O futebol americano está perdendo um promissor kicker. Bola na lua, aliás, bola na torcida do Botafogo. O goleiro deles cobrou com tranquilidade no canto direito e estava selado o destino. Um dos aliados do Rubinho já está garantido na final.

Teremos duas semanas para acertar a equipe, para dar padrão tático a estes jogadores, que mais parecem um bando em campo, para recuperação física. O ano começa agora. Este “carioca” pode ficar na história como o último de uma era feudal no Rio de Janeiro. Espero daqui a um ano escrever sobre um jogo onde a maior importância estava dentro das quatro linhas e não fora delas.

Seja lá qual for o resultado, que seja simplesmente porque 22 jogadores resolveram lutar para fazer com que uma bola ultrapassasse uma linha dentro de um quadrilátero.

Saudações tricolores,

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: m.oliveira

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