Botafogo 1 x 0 Fluminense (por Felipe Fleury)

felipe fleury red 2016

Ao ser entrevistado à beira do campo, Levir anteviu o que seria a partida: um jogo de muita força física. Normalmente, Fluminense e Botafogo fazem partidas encardidas, para o alvinegro, jogar contra o Flu é sempre uma decisão de campeonato, mas o estado do gramado em nada favoreceu a qualidade do espetáculo.

O Tricolor conteve bem o Botafogo na primeira etapa, sobretudo seus principais jogadores: Camilo e Sassá. E não se omitiu, quando teve a bola procurou ser agressivo, principalmente pelas pontas, mas sem organização e qualidade no último passe. Apesar disso, teve dois bons momentos, o primeiro com Wellington, num cruzamento que mudou de rumo e atingiu o pé da trave do boleiro botafoguense e depois noutra bola lançada na área que Henrique cabeceou livre para defesa de Cidão.

O Botafogo teve a sua principal chance com Camilo, numa das poucas vezes em que pôde criar, quando aproveitou um rebote mal dado da zaga e carimbou o travessão tricolor.

Foi um primeiro tempo amarrado, desorganizado, mas com muita disposição por parte das duas equipes. Paradoxalmente, houve belos momentos individuais de jogadores como Cícero e Wellington, que serviram para dar um pouco de alegria ao torcedor.

O Flu voltou para o segundo tempo com Douglas no lugar de Edson – Cavalieri já havia dado lugar a Júlio César por contusão -, repetindo o erro da partida contra o Figueirense, o time voltou mais frouxo na marcação, dando o meio para o Botafogo, que logo aos cinco, após já ter chegado duas vezes sem muito perigo, marcou o seu primeiro gol após, a meu ver, falha de Henrique que se deixou surpreender pelo quique da bola.

Só aos 13` o Flu deu o ar da graça e Willian Matheus acertou um chute que carimbou a trave esquerda de Cidão. O Tricolor passou a ser mais incisivo, mas dava espaço aos contra-ataques alvinegros, e Sassá e Camilo passaram a aparecer mais.

O ímpeto arrefeceu e o Botafogo, então, passou apenas a administrar um jogo que parecia à sua feição. E foi assim, sem o Fluminense saber o que fazer com a bola, até Levir novamente e pôr Magnata em campo no lugar de Pierre, dessa vez por necessidade de reverter o quadro da partida.

O Fluminense, assim, com dois atacantes, prendeu mais o Botafogo atrás e o sufocou, mais no abafa, é verdade, mas ainda assim não seria injusto um gol de empate, que esteve muito próximo de acontecer em oportunidades perdidas por Samuel e pelo próprio Magnata, já nos acréscimos.

O Botafogo, com um bom meia, um bom atacante e um treinador que não inventa consegue obter boas vitórias, apesar de seu limitadíssimo elenco. Parece, contudo, que o Flu ainda não aprendeu essa lição.

Torçamos, assim, para que contra o Galo seja tudo diferente e a vitória seja a recompensa para esse torcedor que não se cansa de sofrer pelo Fluminense. Até lá.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: f2

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