Bem-vindo a 2016, Fluminense (por Rods)

rods green b

Como comentei em minha coluna da semana passada, esse era o tema que eu já queria ter abordado. Na ocasião, o caso Diego Souza não me deixou. Mas o lado bom é que ganhei mais motivos para acreditar que enfim o Fluminense começou o ano. Eu estou muito empolgado com a evolução do time. Não a ponto de me cegar e já sair berrando aos quatro ventos que vamos vencer tudo, como fazem outras torcidas por aí, mas, repito, com a evolução.

Claro que a forma física segue longe do ideal e alguns erros seguem acontecendo. Grande parte do jogo contra o Boavista é a prova disso, porém, é fácil de perceber a melhora. Já temos um time, vejam só. Levir Culpi chegou manso e fazendo piada, mas veio firme para trabalhar, impondo sua filosofia e mudando pontos cruciais.

Sei que repetirei o que alguns companheiros meus de Panorama já disseram, mas é impossível não “chover no molhado” e ficar sem comentar alguns pontos.

Wellington Silva

Giovanni seguia inoperante e Léo Pelé parecia precisar de mais paciência que podíamos dispor no momento. Quando o Levir Culpi mandou o Wellington Silva pra lateral esquerda, eu não acreditei que poderia dar certo. Imaginei que não passaria de uma experiência desesperada. Mas não é que ele surpreendeu? De esforçado se tornou válvula de escape e peça fundamental nos avanços do time. Até alguns cruzamentos com o pé esquerdo ele já acertou.

Jonathan

Até então não tinha conseguido mostrar um motivo sequer para vestir a camisa tricolor e seu caminho rumo ao esquecimento era certo. De repente ganhou (herdou) a vaga e a confiança do técnico. Parece que isso mexeu com o lateral. Apesar dos pouquíssimos avanços, está se soltando aos poucos, sendo mais útil e, importante, não deixando buraco na marcação. Acho que cabe ao Levir pensar num ponta direita, estilo Maicon Bolt.

Gérson

Até chegou mostrando um futebol melhor que o do ano passado, mas dificilmente deixaria de ser banco. Graças ao confuso Diego Souza, se tornou mais um a ganhar vaga. No último jogo, pareceu se encaixar bem na posição e empurrou um pouco mais pra frente a necessidade de alguém pra camisa 10. Entendo que a tendência é que seu rendimento melhore a cada jogo.

Esquema

Aleluia! Habemus esquema tático no Fluminense! Chega invenções com falso terceiro zagueiro, falso centroavante, enfim… Levir não quis saber de muita experiência e colocou o Fluminense no bom e velho 4-4-2. Os jogadores estão se adaptando com facilidade. Talvez a grande sacada do Levir Culpi é dar certa liberdade de movimentação. Durante o jogo, é possível perceber o Fred correndo pela ponta, o Wellington Silva centralizando e o Osvaldo aparecendo pra concluir, por exemplo. Há de se respeitar o esquema, mas sem ficar “marcando lugar”.

Outra coisa muito importante, a qual que já havia batido na tecla: time titular. Claro que podem haver mudanças, mas os onze foram escolhidos. Dá até pra perguntar na arquibancada. Hoje, contra o Bangu, devemos repetir a escalação de domingo passado: Cavalieri; Jonathan, Gum, Henrique e Wellington Silva; Pierre, Cícero, Gerson e Gustavo Scarpa; Osvaldo e Fred.

Respeito

Por fim, espero que o Fred e demais medalhões sigam respeitando seu novo comandante, pois assim os resultados não demorarão a aparecer. Até então, parece estar tudo bem.

Na minha lista de desafios do Levir, com certo otimismo, dá pra riscar todos, mesmo que seja de leve…

Sobre Thiago Silva

Como bom tricolor, sou fã dele. Representou para o Fluminense muito mais do que dizem seus números e nunca deixa de falar sobre sua gratidão e amor pelo clube. Venceu a Copa do Brasil de 2007 e, como outros jogadores, poderia muito bem ter deixado o time após a derrota na Libertadores de 2008, mas fez questão de ficar até o fim e foi fundamental para aquele ano não terminar em uma desgraça ainda maior.

Chegou ao Milan para suceder a Paolo Maldini, um dos maiores e mais queridos ídolos da história do time italiano, e tinha tudo para ser massacrado. Porém, conquistou seu lugar e o carinho de todos, tanto que os italianos o adoram até hoje. Recentemente, o jornal italiano Corriere dello Sport, o colocou na Seleção Brasileira de todos os tempos. É seguidamente apontado e premiado na Europa como o melhor zagueiro do mundo.

Enquanto qual o problema afinal? Ele é emotivo demais. Durante a Copa de 2014, foi duramente criticado por isso. Chorou e não se viu em condições de bater pênalti. Foi honesto com seus companheiros e com o Felipão e isso é muito importante. Na época, fiz questão de escrever sobre isso na minha coluna o texto “O Pecado de Thiago” que também se tornou parte do livro 2014 – O Espírito da Copa.

Bom, mas acontece que ele era o capitão daquele time, a figura que todos deveriam procurar como porto seguro. Sua entrega à emoção o fez cair em desgraça e, talvez ainda como consequência da Copa, reclamou publicamente ao ver sua braçadeira ser passada a Neymar. Para um técnico orgulhoso e turrão como o Dunga, foi praticamente pedir pelo exílio.

Hoje, a Seleção mal consegue se manter em pé e sofre com os seguidos erros na defesa. Os europeus não entendem a ausência de Thiago Silva e eu não entendo o porquê desse tempo de “geladeira” ser tão longo. Tenho certeza que o nosso Monstro refletiu e amadureceu bastante após os ocorridos. Com a amarelinha tão desacreditada, acho que chegou a hora dele receber uma chance de voltar e, quem sabe, até salvar o cargo de alguns.

ST!

Panorama Tricolor

@Panoramatri @Rods_C

Imagem: Rods / PRA

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