Belo começo (por Marcus Vinicius Caldeira)

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Dois jogos contra postulantes ao título: Santos e Atlético Mineiro. Duas vitórias. A segunda, na casa do adversário, o Estádio Independência, onde nos últimos onze jogos o Atlético Mineiro arrancou onze vitórias. É inegável, o belo começo do time do Fluminense nesse campeonato brasileiro.

Muito cedo para afirmar qualquer coisa. Como cedo seria para cravar uma possível desastrosa participação do Fluminense no Brasileirão 2017, caso esse viesse a perder os dois jogos (as carpideiras de internet, que são aqueles frustrados pessoalmente e usam o teclado para autoafirmação, estavam doidas para isso). Até porque é jogo a jogo. Cada jogo, uma final. Cada jogo uma dificuldade e uma superação.

Depois do desastroso segundo tempo do time jogo de ida contra o Grêmio pelas oitavas da Copa do Brasil, Abel perdeu a paciência de vez com Renato Chaves. Confesso que eu levava fé no jogador. Mas, depois das falhas na final do Carioca e no jogo contra o Grêmio, perdi as esperanças. Precisamos correr atrás de um zagueiro urgentemente. Abel, então, contra o Galo, escalou Nogueira ao lado de Henrique (esse, está um monstro na zaga). E contra o forte ataque do Galo, a zaga se comportou bem demais e segurou a pressão.

Na frente, outra mudança. Abel tirou a linha de três atacantes e voltou com Scarpa no meio. Acho que o time fica mais consistente dessa forma. Perde velocidade e drible com a saída do Wellington, mas ganha consistência. E deu certo. A dupla de ataque trocou assistências e passes e marcou os dois gols que selaram a vitória do Tricolor.

E o Wendel? Que jogador fantástico. Estamos vendo o surgimento de um belo jogador de futebol. Nos acréscimos, Gala na pressão, uma bola é alçada para o Fred que vai nela. Wendel calmamente deixa ela quicar, pois já tinha a noção que passaria por cima do Fred (que foi nela) e de fato passou e ele saiu jogando. Jogada de quem já está maduro.

A lamentar, a torcida, que ainda não comprou o barulho desse time. A presença de público nas finais do Carioca e na estreia do Brasileirão foi pífia. Parece que se acostumou aos medalhões da Unimed e não confia em time oriundo da base e com contratações pessoais primando pela velocidade e intensidade, com técnica, claro. Terrível.

Devemos lamentar, também, a contusão de Sornoza, que operou ontem e deve desfalcar o time de dois a três meses. É torcer pela sua recuperação.

Sábado, temos o jogo da volta em São Januário (bizarro não ser no Maracanã; espero que no jogo da volta, também seja 90 a 10 por cento) contra o Vasco. Temos condições de vencê-los e, quem sabe, assumir a liderança isolada do campeonato.

A hora é essa!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @mvinicaldeira

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