Atlético-MG 5 x 2 Fluminense: atuações (por Mauro Jácome)

MASSA, A SUA VOZ – RÁDIO 10 NO ESPORTE

Pressão atleticana nos dez minutos iniciais. O Fluminense conseguiu sair do sufoco e perdeu boa chance com Douglas. O jogo ficou equilibrado por alguns minutos. Jadson assumiu o controle do meio-campo e o Fluminense foi para o campo de ataque. Depois de algumas tentativas, abriu o placar com Gilberto, que escorou de cabeça uma cobrança de escanteio. Não demorou muito e Atlético empatou num lance em que Leonardo Silva parecia impedido. O empate mostrou que a zaga do Fluminense não estava se posicionando corretamente e dava muitos espaços. O jogo seguiu equilibrado, mas Roger Guedes fez a jogada que tentava desde o começo do jogo: recebia na esquerda, cortava para o meio e batia de curva. Deu certo e o Atlético virou. Mais uma vez o placar não ficou parado por muito tempo: Richard cruzou, Pedro surgiu por trás da zaga, matou e bateu para empatar.

O Fluminense retornou muito bem do intervalo. Logo de cara, Pedro perdeu uma chance incrível, ao pegar de voleio, mas a bola passou raspando o ângulo de Vitor. O jogo ficou corrido e os dois times encontravam espaços para atacar. O Atlético aproveitou falha de marcação na frente da área do Fluminense e fez o terceiro. Abel foi para o tudo ou nada, colocou Sornoza e João Carlos e tirou os laterais. No entanto, Sornoza não criou, João Carlos não matou e o Atlético ganhou o que precisava: espaços para contra-atacar. O quarto e o quinto gols foram o castigo merecido pela fraqueza do elenco e pelo erro de Abel na destruição da organização do time.

JÚLIO CÉSAR

Mal colocado no gol de Roger Guedes, não conseguiu impulsão para alcançar a bola. No terceiro do Atlético, mesmo difícil, não arriscou a defesa. No quarto, demorou um mês para chegar na bola. Fez algumas defesas, mas foi mal da hora decisiva.

IBAÑEZ

Perdido, não achou o espaço certo para jogar e deu muitos espaços. A inatividade tirou o tempo de bola e a velocidade para acompanhar os adversários. Não achou Roger Guedes.

NATHAN

Quando saiu para dar combate na intermediária, perdeu todas. Não encontrou o posicionamento correto para impedir a chegada de Ricardo Oliveira. Tomou um drible desconcertante de Roger Guedes no quinto.

LUAN PERES

Também não se encaixou com os outros dois zagueiros. Num festival de bobagens, o Atlético quase fez o quarto gol.

GILBERTO

Muito bem ofensivamente. Com o auxílio de Jadson, levou perigo à defesa do Galo. No entanto, por várias vezes, deixou Roger Guedes dominar e correr em diagonal para chutar.

SORNOZA

Joguinho picado. Não arriscou um passe mais agudo. Ficou na intermediária empurrando bola curta e na dividida. Inclusive, em algumas recuperações, o Atlético contra-atacou com perigo.

RICHARD

Deu alguns espaços à frente da área. O terceiro gol do Atlético foi um exemplo. No segundo gol do Fluminense, fez um cruzamento despretensioso, mas deu certo porque Patrick falhou e a bola chegou ao Pedro.

DOUGLAS

Perdeu um gol certo no primeiro tempo por falta de tranquilidade. Errou alguns combates e permitiu que o Atlético evoluísse até a área de Júlio César.

JADSON

O motor do time. Responsável por conduzir a bola na transição, distribuiu bons passes e fez boa dupla com Gilberto no primeiro tempo. Cansou no segundo.

MATHEUS ALESSANDRO

Não fez um primeiro tempo bom. Tímido demais. Não voltou do intervalo.

PABLO DYEGO

Entrou para impor velocidade nos contra-ataques, mas não conseguiu dominar a bola e jogar na frente para correr.

AYRTON LUCAS

Evitou muita correria porque voltava de longo período de recuperação. Mesmo assim, é bem superior ao Marlon.

JOÃO CARLOS

Não tem culpa de ser tão ruim.

PEDRO

Voltou em grande estilo. Um gol típico de centroavante, ao ler corretamente a trajetória da bola. No segundo tempo, deu um lindo voleio, mas a bola raspou o travessão. Ainda perdeu um gol de cabeça.

ABEL BRAGA

Escalou a linha de zaga muito diferente da que vinha jogando. Um perigo por causa do contexto do jogo. Ainda mais que o campeonato vai parar por um mês. Por isso, o Atlético encontrou muitos espaços para entrar na área tricolor. A escalação de Matheus Alessandro também não deu certo. Jadson jogando mais adiantado foi bem superior do que Sornoza. Ao colocar Sornoza e João Carlos acabou com um pouco da organização que time tinha e deu as condições para o Atlético golear.

 

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @MauroJacome

Imagem: jam

3 Comments

  1. Boa noite, Mauro. O jogo que eu vi foi decidido pelo aproveitamento de oportunidades. Ninguém foi superior a ninguém. Júlio César não falhou em nenhum gol. Foram bolas oportunas colocadas com maestria. No primeiro Gilberto não atacou e deu a visão. No 3º ninguém marcou e a bola foi bem batida no cantinho. A falta, desnecessária por sinal, FOI NO ÂNGULO. Só querendo crucificar. No último, o Ibanez simplesmente ficou olhando o Roger Guedes se apresentar e o Nathan ….

  2. Desmonta o time e quer reclamar que faltam reforços.

    E esse João Carlos, jogador do filho? É reforço?

    ST

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