Atlético-GO 1 x 1 Fluminense (por Felipe Fleury)

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A entrevista de Scarpa no intervalo da partida contra o Atlético/GO dá a exata noção do quanto a incompetência administrativa norteou os rumos do Fluminense em 2017. Salários atrasados, elenco escasso, mentiras, omissões, absoluto descaso com o futebol. O que é mais triste é saber que tanto em 2016 como neste ano, o Flu teve a oportunidade de conquistar uma vaga para a Libertadores e abriu mão dela, assistindo ao Botafogo conquistá-la em 2016 e o Vasco, uma equipe tão sem elenco quanto o Tricolor, alcançá-la agora há pouco.

Mesmo assim, o Fluminense enfrentou o time goiano com o mínimo de dignidade que lhe sobrara para conquistar uma vaga para a Sul-Americana com um mirrado um a um. Foi melhor no primeiro tempo. Aos 15`, Wendel chutou e o zagueiro atleticano tirou com a mão, pênalti claro que o árbitro não deu. Aos 17`, Wendel, de novo, entrou livre e bateu com força no canto de Kléver para marcar o merecido gol Tricolor. O jogo era meio lá e cá, com marcações frouxas de lado a lado, o que permitia que as equipes chegassem com rapidez e perigo à área adversária. O Atlético teve uma boa chance aos 19` e, aos 21`, marcou o gol de empate após falha gritante de Léo. Aos 23`, Sornoza bateu bem uma falta que Kléver espalmou para fora. Henrique, o zagueiro, descobriu uma nova faceta disparando dois belos chutes, aos 39`e 43`, para excelentes defesas de Kléver.

O Flu voltou mais morno para o segundo tempo, acomodado com o empate que lhe garantia a última vaga para a Sula, e as chances escassearam. O Atlético, assim, mesmo rebaixado, voltou um pouco melhor e teve boa chance logo aos 3`. O Flu perdeu ótima chance com Matheus Alessandro aos 20`, após outra ótima intervenção do ex-goleiro Tricolor. Kléver, que estava iluminado, impediu um gol de cabeça de Dourado aos 26`. O Atlético perdeu outra chance aos 29`, agora com boa defesa de Cavalieri e, no último minuto, Dourado bateu excelente falta que entraria e o deixaria isolado na artilharia da competição, o que seria absolutamente justo, mas o zagueiro atleticano, com Kléver já batido, salvou de cabeça em cima da linha.

A mediocridade do ano Tricolor ainda lhe garantiu uma vaga na Sul-Americana, um prêmio de consolação que não se coaduna com a história do clube, alijado da disputa de uma vaga para a Libertadores mais uma vez, longe da briga pelo título do Brasileiro já há longos cinco anos. Uma campanha realizada sem qualquer planejamento, contratações à altura da grandeza do clube e que ainda teve alguns suspiros de esperança graças a uma garotada que se entregou de corpo e alma e a um treinador que, mesmo errando muito, foi capaz de sustentar inúmeras dificuldades – sobretudo os salários atrasados – e evitar o rebaixamento do Fluminense.

Para 2018, com ou sem Abad, o Fluminense precisa repensar o seu futebol. Ou investe, e encontra meios para isso, ou sucumbirá. Ninguém mais suporta tantos anos sem um título nacional e sem disputar a Libertadores da América, sobretudo quando teve que assistir clubes com menos investimento e até menos qualidade técnica, como Botafogo em 2016 e Vasco, em 2017, conquistarem essa oportunidade de disputar a competição mais importante da América.

O Fluminense e sua torcida não merecem ser coadjuvantes mais uma vez. É hora de dar um basta, é hora de o Presidente assumir que é o presidente de um clube enorme e agir como tal, ou entregar o boné. Que 2018 seja um ano de esperança e vitórias que levem o Fluminense aos mais elevados patamares do futebol nacional e internacional. Não dá mais para se apequenar, o Flu não combina com isso.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @FFleury

#JuntosPeloFlu

Imagem: f2

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