Atenção à arbitragem, diretoria do Flu! (por Crys Bruno)

INFORMÁTICA PARA PEQUENOS E MÉDIOS AMBIENTES

Oi, pessoal.

Quem me acompanha aqui no PANORAMA sabe que evito, ao máximo, comentar o resultado da rodada e, sim, o conteúdo, o contexto, o todo.

O empate da última segunda-feira, em casa, foi muito, muito ruim, tanto para o pensamento estreito do grupo que administra o clube há seis anos e trata o Fluminense como um clube para evitar o Z4, um clube de meio da tabela, quanto para quem, como eu, conhece a grandeza e a capacidade desse time de 2017.

Já são, até onde eu lembre, nove pontos perdidos em casa, contando o Fla x Flu, sim, porque entregamos a paçoca no último lance do jogo que estava ganho e era nosso. Oscilar é normal, especialmente num time de garotos. Mas o que vimos na útima partida foi uma queda brutal de jogadores cascudos como Lucas, Henrique e Orejuela.

Com Richarlison, mais uma vez, perdendo gols incríveis na ocasião, dois lances claros de gol que evitariam a perda de dois pontos porque viraríamos o placar para 4 a 3, ganhando moral para o jogo na Bahia e nos colocando em quinto no bolo do topo da tabela.

Não, não estou colocando na conta do Richarlison o empate. Nem nas péssimas atuações do Lucas, que retornou muito mal tecnicamente após a lesão, como o meu príncipe Orejuela voltou da Seleção Equatoriana, do Henrique que marcava o Welington Silva como um zagueiro novato marcando o Ibrahimovic, tamanhas a afobação e as faltas desnecessárias.

Igualmente não irei culpar o Júlio César que, a meu ver, evitou o terceiro gol, mas isso é o que menos importa, já que, embora ele não seja um goleiro para titular de Fluminense, ao menos agride, sai do gol e não solta chutes com a frequência que o Cavalieri vinha soltando.

Não, não vou pôr na conta do Léo que não acerta um cruzamento nem com as mãos, nem vou culpar o Wendel que, no primeiro tempo, como o time todo, marcava a Chapecoense à distância, cercando, sem dar o bote, fazer pressão, quando vencíamos a partida. Só recomendo que conversem com ele que há diferença em ter bola e estar confiante a ponto de se achar um Pirlo.

Creio que preciso elogiar o Marquinho Calazans, o Welington Silva, o esforço do Pedro e as substituições audaciosas e bem feitas do Abel, embora eu não tirasse o Calazans da frente, mas era o que dava, afinal, se fosse Mascarenhas, não o Léo, de repente não se precisaria queimar uma substituição.

Mas uma coisa grave me chamou atenção: é o segundo jogo seguido que há erro da arbitragem em lance de gol do adversário. Contra o São Paulo, um impedimento na linha do bandeirinha que vez vista grossa, claro, é o São Paulo, no Morumbi, não “um Fluminense” jogando em casa.

No empate diante da Chapecoense, outro erro grotesco foi a falta clara sobre Reginaldo que deu origem ao gol de empate do time catarinense. Falta clara porque não foi disputa de espaço ou “encontrão” como afirmou o “imparcial” comentarista, Lino. Não foi porque Reginaldo já tinha ganho à frente, poderia até ter posto a bola para lateral, quando sofreu a carga e se desequilibrou. Nome disso? Falta.

Por que o juiz não marcou? Você, ao contrário de mim, concordou com o árbrito e o comentarista da Sportv? Então, me responde uma coisa no caso de ter sido falta para você: o juiz não marcaria se fosse colocar um time com outras camisas jogando em casa em risco de sofrer o empate?

Vire e mexe, quando o árbitro erra, mas nos favorece, seus auxiliares logo o avisam do erro e este conserta o lance que é imediatamente repetido na transmissão. Foi diferente na última segunda no terceiro gol da Chapecoense, quando a TV levou 47 segundos para o replay. Eu contei. E é o certo porque não pode haver interferência de fora. Mas há quando se trata em desfavorecer o Fluminense.

Isso não aconteceu pela primeira vez. Nesse campeonato já teve. No Fla x Flu, ano passado também, e até em partidas lá em Santa Catarina, contra a mesma Chapecoense, interferência de fora e o árbitro consertando um eventual erro. Sempre contra nós. Sempre quando nos desfavorece.

Ainda estamos no bolo e ainda aposto num restante de campeonato digno e competitivo com o Fluminense no G4, pelo time. Mas se a diretoria não gritar e pressionar na CBF, como o Palmeiras fez ano passado, na disputa do título com o Flamengo, temo pelo pior.

A hora de fazer isso é agora, antes do descolamento na tabela que ocorre lá a partir da décima quinta rodada. Até agora, só o Corinthians fez gordura, mas vai queimar porque seu time está voando muito cedo e tudo indica, pela característica, que num momento perderá o gás.

A hora é agora, direção! Em vez de mandar o torcedor sair do sofá, levante-se da cadeira, presidente Abad! Junto dos seus diretores e vice-presidente, rumem em direção à CBF imediatamente!

Sim, para pressionar e registrar que os pesos e as medidas, ou critérios, só vêm nos desfavorecendo. Porque se continuar assim, para pôr seus times favoritos eles vão conseguir tirar de nós uma vaga de Libertadores ou até nos empurrar ladeira abaixo.

Estou cansada…

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @CrysBrunoFlu

Imagem: bic

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

 caracteres