Assalto em Chapecó (por Marcelo Vivone)

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Jogamos bem, especialmente no segundo tempo, etapa em que fomos amplamente superiores. Pecamos por não conseguir transformar em gol nossa superioridade.

Individualmente, Marco JR foi o grande nome do Fluminense. Como tem evoluído esse jogador que parecia perdido por fatores extracampo.

Peço desculpas àqueles que estão acostumados com minhas colunas pós-jogo, pois, hoje, utilizarei somente os dois parágrafos acima para falar do que deveria ser o principal.

Quem tiver interesse somente em análises táticas não precisa continuar a leitura e perder seu tempo.

Não faz muito sentido debater o que foi o jogo quando a arbitragem e até personagens a ela ligadas, mas que estavam fora do jogo, foi tão leviana e tão decisiva para a derrota sofrida.

O torcedor do Fluminense está, ou pelo menos deveria estar, mais do que acostumado a ser roubado e sacaneado pelos picaretas que se travestem de juízes e bandeiras aqui no Brasil. Nós Tricolores sabemos que esse safados que colocam apito na boca ou correm na lateral do campo com uma bandeira na mão são influenciados e aconselhados a interpretar as jogadas a favor de qualquer um que jogue contra o Fluminense.

Estamos cansados de ver juízes serem caseiros quando atuamos fora de casa. Aquele tipo de mau-caráter (ou no plural, no caso de ontem) que deturpa todos os lances da partida em favor do time da casa, ou que atua como o Stevie Wonder quando o lance é em nosso favor e com olhos de lince nos lances para o clube local.

Mas o que aconteceu fugiu a todos os padrões de assalto que sabemos que nos espera em qualquer partida, até mesmo no Maracanã. Foi um ponto fora da curva de todas as armações já feitas para nos prejudicar. O que juiz e bandeira fizeram foi digno de deixar a dupla Eurico/Rubens Lopes com inveja, já que nem eles foram capazes de mandar seus paus mandados de preto do Campeonato Carioca roubarem em tal nível contra nós.

Como se diz atualmente, fomos operados em Chapecó.

Reparem que o pessoal se superou de uma forma que a roubalheira fugiu, inclusive, ao âmbito dos juízes (árbitro, bandeira etc.) da partida. Digo isso, porque não há dúvida de que o gol do Marco JR foi confirmado e revertido depois de uns 30 segundos da dupla árbitro/bandeira correr para o meio de campo. Não há um pingo de questionamento de que alguém de fora avisou a eles de que a bola bateu na mão do nosso jogador antes de entrar.

Para esclarecer, que não estou contestando a irregularidade do gol. Embora Marco JR não tenha tido a intenção de colocar a mão na bola, o gol só saiu porque a bola desviou em seu braço. Assim, o gol realmente foi ilegal.

Mas, minha repulsa se dá pela certeza que as imagens me dão de que nenhum dos safados que estavam em campo para ver o lance o enxergaram. Repito: ambos correram para o meio de campo e, misteriosamente, depois de 30 segundos mudaram de ideia. E a intervenção externa para definir qualquer situação de uma partida é ILEGAL! A dona FIFA não aceita esse tipo de intervenção.

Se o gol tivesse sido confirmado, seria sim um erro de arbitragem. Erros esses que ocorrem aos milhares a cada rodada do Campeonato, dado o fraquíssimo nível da arbitragem nacional ou da falta de caráter de muitos que fazem parte do quadro. Basta lembrar quem é hoje o principal árbitro FIFA do Brasil. Não precisa dizer mais nada, só lamentar.

E é claro que os levianos que transmitiam o jogo passaram a analisar o acerto do juiz em marcar o lance. Os babacas em momento algum debateram o que realmente estava em questão: a influência EXTERNA e ILEGAL na decisão do juiz de ANULAR um gol que foi LEGITIMADO poucos segundos antes.

Mas, meus amigos, contra o Fluminense tudo pode.

A diferença de tratamento durante toda a partida dado pelo infeliz que tinha o apito na boca ficou clara demais em dois lances ocorridos nos quinze minutos finais da peleja. No primeiro deles, Cleber Santana sentiu alguma contusão e precisou de substituição. Essa foi a primeira vez que eu vi um jogo parar para que um jogador que estava em pé fosse substituído. Cleber Santana ficou parado à beira do gramado, com a anuência do safado de preto e do quarto árbitro aguardando que seu substituto estivesse pronto para entrar. É claro que o juizão não ia deixar o time da casa e que está jogando contra o Fluminense ficar alguns segundos com menos um jogador em campo. Patético.

Poucos minutos depois, foi a vez do Fluminense mexer. Sairia Osvaldo para a entrada de Lucas Gomes. Mas, dessa vez, o canalha de preto foi até Osvaldo e quase o empurrou para que ele deixasse o campo com celeridade.

No segundo lance capital da partida, a dupla de safados resolveu que a falta feita pelo Fluminense tinha sido dentro da área. Nesse lance eu realmente não sei se eles estavam certos ou errados, porque meu nojo foi tanto que depois de décadas deixei de ver um jogo do Fluminense antes que ele tivesse acabado.

Mas se eles acertaram ou não, pouco importa. Estava nítido desde o primeiro tempo que a intenção de quem comandava o jogo (até de fora do campo) era de que o time da casa vencesse. Aliás, a intenção principal era que o Fluminense perdesse o jogo.

Fomos assaltados por um picareta que tinha um apito na boca, por um pulha que portava uma bandeira à beira do gramado e por um aviso externo sobre um lance decisivo da partida.

Escrevo essa coluna no meio da tarde de domingo e até agora ainda estou muito puto com o que vi há poucas horas. Mas vou ficar muito mais puto se nossa diretoria não tomar qualquer atitude para defender nosso clube. É DEVER de Peter e Mário que eles utilizem todos os recursos para que essa dupla (juiz e bandeira) que nos assaltou em Chapecó seja afastada do Campeonato e que uma apuração seja feita para que se saiba como eles voltaram atrás e ANULARAM um gol que haviam CONFIRMADO.

Espero sinceramente que nossa diretoria não seja passiva e omissa como foi em vários casos recentes em que deveria ter defendido o clube e até a sua honra e ficou encolhida em seu canto. Não dá para deixar que somente blogs e apaixonados pelo Fluminense defendam o clube quando necessário. A defesa principal precisa ser feita por aqueles que comandam a Instituição Fluminense.

É preciso que a diretoria esteja atenta e pronta para agir. Parece que a chegada de Ronaldinho nas Laranjeiras está realmente preocupando o sistema. O pessoal já deve estar imaginando e tendo calafrios com a possibilidade de ver o Fluminense três vezes campeão Brasileiro em seis anos.

Se algum tolinho, algum inocente, ainda tinha dúvidas do que se é capaz de fazer para impedir o nosso título, que essa VERGONHA que vimos pelo menos sirva para lhe abrir os olhos.

Conseguiram nos tirar do G4. Mas vamos voltar na marra a figurar entre os quatro e lutar pelo título. Como sempre, contra tudo e contra todos.

Panorama Tricolor

@Panoramatri @Mvivone

Imagem: Panorama

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