Às vésperas do Clássico Vovô (por Paulo-Roberto Andel)

Dentro de campo, certa harmonia e tranquilidade com o futebol apresentado e os resultados, bem melhores do que qualquer um poderia esperar em 2019, ao menos vendo o que era o fim de 2018.

Fora dele, o caos abafado. Não constitui novidade: o Fluminense sempre navegou seus mares desse jeito, mas nos últimos tempos tem sido mais difícil para carregar nas costas o peso da dívida. Seiscentos milhões, ou mais ou menos, desimporta: é milhão para cacete. Haja desordem financeira travestida de gestões uma atrás da outra.

Pela segunda vez em três meses, os jogadores paralisaram suas atividades em função de atrasos nos pagamentos. Mais do que compreensível: são profissionais e exigem o cumprimento de seus contratos. E pior: às vésperas de um clássico. Vida que segue.

Retratos de um clube que tem mais de cem anos de histórias para contar, mas que fora dele vive um primitivismo sem par por conta do que chamam de “política tricolor” com aspas mesmo, mas que na verdade não passa de casuísmo por conveniência, salvo raras exceções.

Nos últimos dias, os novos nomes potencialmente relacionados ao clube são de causar pavor. Basta pesquisá-los por cinco minutos na internet em fontes sérias. Dos velhos todos já sabem…

Uma coisa é certa: esse modelo de tocar o Fluminense às custas de bravatas e milícias virtuais, tendo como suposta oposição a possível adesão de divulgadores de bravatas e de milícias virtuais, é um desastre em todos os sentidos.

A torcida, desconfiada, se divide e se afasta mais do já estava. A estrutura não permite que pessoas com estofo intelectual, moral e financeiro se aproximem – pelo contrário, chega a ser repelente. Os quadros do clube espalhados pela torcida são desprezados ou, no máximo, vistos como potencial massa de manobra. Ou você está na milícia virtual A ou B ou C ou não está. E o resultado disso em nada é benéfico para o Tricolor: é o fulaninho com carguinho, é o detrator com promessa de carguinho e por aí vai. Ou alguém é suficientemente otário para acreditar que vivam há anos 24 horas por dia escrevendo para achincalhar tudo, ou enaltecer farsas de graça, por “convicção política”?

Gostaria sinceramente que todos esses aproveitadores fossem à merda para nunca mais voltar.

Enquanto isso, uma geração inteira de jovens tricolores está sendo criada sem a presença nos estádios.

Independentemente de quando seja a nova eleição, que os sócios tenham um mínimo de lucidez para perceberem que a renovação desse desastre – que vai além dos nomes porque se trata de um conceito – só será capaz de produzir vítimas, uma delas fatal.

A de sempre.

O próprio Fluminense.

Ou o clube se liberta de sua esquizofrenia pelo poder ou vai se enforcar sozinho, arrastando-se até o capítulo previsível, que é a eventual negociação da sede para pagar dívidas, do mesmo jeito que o America fez, com os resultados tristemente conhecidos.

Algo de positivo precisa ser feito, e logo, antes que seja tarde demais.

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Jogo sempre duro.

Uma boa vitória cairia muito bem sobre o Botafogo em todos os aspectos. E dá pra confiar no futebol do Flu.

Tomara que o aspecto extracampo não se reflita no gramado.

Agora, chato mesmo é clássico com pouco público. Tem sido a tônica dos últimos anos.

Algo de positivo precisa ser feito, e logo, antes que seja tarde demais.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

#credibilidade

1 Comments

  1. ACUDAMOS ÀS SÚPLICAS E AO IMENSO E MESMO ATERRADOR SENTIMENTO DE ÚLTIMO SUSPIRO DESSE MUITO MAIS QUE TORCEDOR A ALMEJAR CONVOCAÇÃO ECUMÊNICA E GRANDIOSA PORQUANTO SEM O MÍNIMO RECEIO EM VATICINAR NOSSO FIM MELANCÓLICO ANÁLOGO ÀQUELE DO PRIMEIRO CAMPEÃO DA GUANABARA E IRONIA NA FINAL CONTRA NÓS O AMÉRICA DE LAMARTINE E DE CAMPOS SALLES..

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