As nuvens carregadas… (por Sergio Trigo)

nuvens negras

Prezados amigos, saudações tricolores.

Acontece toda semana. Por vezes, mais de uma vez na mesma semana. E acontece quase sempre da mesma forma. Na hora marcada, eles se dirigem ao seu local de trabalho e, ao sinal sonoro, dão início ao exercício do seu ofício. Enquanto dura a sua jornada de trabalho, arrastam-se de um lado ao outro, por dever de ofício, sem se importar com a qualidade do que produzem. Finda a jornada, vão-se.

Assim como eles, seus gestores pouco ou nada parecem se importar com a qualidade do que é produzido. Vez por outra, troca-se o capataz, mas a medida há muito não produz efeito. Os verdadeiros patrões reclamam aqui e ali, mas não conseguem se articular para promover as mudanças necessárias. As reuniões de acionistas, realizadas em grandes arenas, são esvaziadas e os poucos que vão ocupam-se em disputas de vaidades tão ridículas quanto inócuas.

A organização parece condenada à fatalidade mecânica de um ciclo vicioso que se repete à exaustão, e que aparenta estar longe de ser interrompido. É sabido que processos que se repetem produzem resultados idênticos. Que não sejam esperados, pois, resultados diferentes dos que alcançamos no último ciclo.

E que ninguém se esqueça de que depois de todo 1996, vem um 1997. Não esperemos, pois, nada diferente de uma perseguição implacável de um bando de justiceiros disposto a usar as próprias mãos para nos colocar a tranca de bicicleta no pescoço e nos amarrar onde acham que deveríamos estar.

A melhor resposta que poderíamos dar era sermos melhores do que fomos nos nossos melhores momentos. Disso, eu já desisti, embora acredite que não nos bastará somente sermos melhores do que fomos em 2013.

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O texto acima pouco tem a ver com o vexame protagonizado pelo Fluminense em sua estreia na Copa do Brasil. Ambos são o reflexo de tudo o que acontece toda a vez que o nosso time entra em campo desde novembro de 2012.

Perder é aceitável, ainda que para a menos qualificada das equipes, e faz parte da magia do futebol. Perder como o Fluminense vem perdendo, não. A falta de dedicação fere mais do que qualquer derrota.

O Fluminense de hoje é a mais perfeita antítese do Time de Guerreiros e qualquer uso do epíteto para designar os que hoje entram em campo com a camisa tricolor é uma ofensa ao passado.

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Ainda há tempo para a reversão desse quadro e a formação de uma equipe competitiva para o campeonato brasileiro, mas não há nada no horizonte que sugira estarmos em um caminho diferente do que trilhamos na última competição nacional. É pouco provável que a Gávea protagonize outro escândalo de proporções globais em 2014.

Convém não abusar da sorte.

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Saudações Tricolores.

Sergio Trigo

Se preferir, entre em contato através do endereço eletrônico strigo@globo.com, twitter ou facebook.

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P.S.: Se você, assim como eu, tem o hábito de guardar os ingressos de partidas do Fluminense, entre em contato comigo. Possuo uma coleção de ingressos de quase mil partidas do nosso Tricolor e tenho interesse em trocar ou adquirir aqueles que não figuram na minha coleção.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @S_Trigo

Imagem: google

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