Apitos muy amigos… (por Aloísio Senra)

arbitragem operario com

Tricolores de sangue grená, peço licença para mudar o tom desta coluna apenas por esta jornada, pois se faz assaz necessário abordar o tópico supracitado neste momento tão fulcral para as pretensões de nosso aguerrido e vilipendiado escrete.

Acredito que, nestes termos, usando o vernáculo, talvez eu me faça entender pela Comissão Nacional de Arbitragem, principalmente a V. S.ª Sergio Corrêa, presidente da referida entidade, a quem está sobrescrito cada parágrafo desta ementa.

Ocorre que, encerrado o turno do corrente Campeonato Brasileiro, e decorridas as dezenove apresentações do Fluminense Football Club versus seus adversários, é possível, analisando imparcialmente cada um dos certames, uma clara tendência ao prejuízo do Prêmio Nobel do Esporte, em detrimento dos demais rivais, no quesito arbitragem, gerando um claro desequilíbrio que, destaque-se, influiu diretamente no score final de boa parte dos prélios em que o mencionado participou.

A seguir, para não deixar qualquer resquício de dúvida por parte de V. S.as, farei um relato em plebeiorum linguae populus, de modo que qualquer legente do idioma neo-latino dominante em solo pátrio poderá atinar seu teor.

Atlético-MG 4 x 1 Fluminense –  Árbitro FIFA e gaúcho. Deixou de marcar um pênalti claro a favor do Fluminense.

Fluminense 0 x 0 Corinthians – Árbitro FIFA e catarinense. Inverteu faltas à exaustão, sempre a favor do Corinthians.

Flamengo 2 x 3 Fluminense – Árbitro catarinense. Expulsou Giovanni com cartão vermelho direto no início do segundo tempo em lance que nem falta foi. Obrigou o Fluminense a jogar com um a menos durante o segundo tempo inteiro, que, se não fosse pela vantagem construída anteriormente, dificilmente sairia vencedor da partida.

Fluminense 0 x 0 Sport –Árbitro paranaense. Inverteu a maioria dos lances contra o Fluminense e fez vista grossa em pênalti claríssimo sobre Marcos Jr. (levou um chute na cara apenas) no fim da partida.

Palmeiras 2 x 1 Fluminense – Árbitro FIFA, paraense. Auxiliares mineiros. Amarelou todo o time do Fluminense sem razão, sendo rigoroso ao extremo, enquanto não houve o mesmo rigor com os atletas do Palmeiras, que “desceram o cacete” e passaram impunes. Pra fechar com chave de latão, a falta que originou a expulsão de Gum e o gol da vitória do Palmeiras no fim da partida simplesmente não existiu.

São Paulo 0 x 0 Fluminense – Juiz gaúcho. Ignorou pênalti claríssimo em Gérson.

Chapecoense 2  x 1 Fluminense – Juiz paulista com retrospecto de atuações em derrotas do Fluminense. Anulou equivocadamente um gol legal de Marcos Jr. e marcou um pênalti inexistente para a Chapecoense no fim da partida. Além de ter cometido estes erros, houve suspeita de interferência externa, pois tanto a anulação do gol quanto a marcação do pênalti não existiram num primeiro momento. No gol, ele e o auxiliar chegaram a apontar e correr para o centro do gramado. No pênalti, ele precisou consultar sabe-se-lá-quem (pois o auxiliar mais próximo não confirmou o pênalti) para realizar o equívoco.

Internacional  1 x 0 Fluminense – Juiz paulista. Deixou de marcar a falta sobre Marcos Jr. antes de sua tola expulsão, e não expulsou Alex por entrada criminosa em Pierre momentos após, que deixou marcas em sua canela, mesmo que o jogador em questão estivesse de caneleira. O Fluminense jogou com um a menos durante todo o segundo tempo e foi derrotado.

Fluminense 2 x 1 Figueirense – Juiz gaúcho. O pênalti de Marlon, ainda que ele mesmo tenha dito que a bola tocou em sua mão, foi discutível. Muito mais claro foi o pênalti EM Marlon,  no qual ele levou uma rasteira absurda dentro da área, de frente pro gol, e nada foi marcado.

Como se pode ver, coloquei na análise dois jogos em que vencemos, apesar da arbitragem contra nós e um em que perderíamos mesmo que a arbitragem nos favorecesse, para não haver parcialidade. Obviamente, é impossível quantificar os pontos que foram perdidos de fato, já que as circunstâncias da partida mudariam, e sempre se deve contar com o imponderável. Porém, sendo conservador, acredito que, nestas nove partidas, mais que um terço, note-se, de todas as partidas disputadas no turno, deixamos de conquistar, pelo menos, onze pontos devido à má arbitragem. Com onze pontos a mais, seríamos hoje líderes isolados.

Note-se também a presença constante de juízes paulistas, gaúchos, paranaenses e mineiros (auxiliares, no caso) nesta análise. Seria apenas coincidência termos, na luta pelo título, um adversário paulista, um adversário gaúcho, um adversário paranaense e um adversário mineiro?

Assim sendo, faço um humilde pedido para que tenhamos uma arbitragem mais isenta, de preferência vinda de estados cujos times não estejam representados na Série A do Campeonato Brasileiro, para evitar, assim, qualquer desconfiança de nossa parte em função da arbitrariedade com que se decidem as partidas que disputamos. Nenhuma equipe deveria ser obrigada a jogar contra seus adversários, contra a mídia e contra a arbitragem, que presume-se, por natureza, ser imparcial, sem os favorecimentos escandalosos que estamos sendo obrigados a testemunhar.

Desde já agradeço a atenção e acredito que V. S.as hão de compreender a mensagem – vez que certamente sabem interpretar um texto – que é clara: deixem-nos disputar esse campeonato sem interferências. Já somos perseguidos demais fora de campo. Tornar-se-á desleal se esta perseguição se estender para dentro das quatro linhas com a voracidade que estamos vendo.

Sem mais para o momento,

Torcida do Fluminense Football Club.

Post Scriptum: Não seria um momento oportuno para o futebol evoluir, adotar a tecnologia de uma vez por todas, acabar com os erros e as injustiças e resguardar a integridade das progenitoras dos árbitros? Com a palavra, Vossas Senhorias.

Post Scriptum²: Espero ter sido polido o suficiente e que o único vocábulo de baixa verve que utilizei em toda esta epístola não seja o bastante para que meu nome conste na súmula ou para que eu seja denunciado ao STJD.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: operario.com

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2 Comments

  1. Caro Aloísio,

    Por isso que perdemos por 7×1 da Alemanha, e fomos ridiculamente eliminados da Copa América.

    O atual líder do Campeonato Brasileiro foi sonoramente eliminado pelo “gigante” Guarani do Paraguai em São Paulo.

    Quem sabe a lava-jato chega na CBF.

    Saudações tricolores,

    João Carlos

  2. Caro João,

    O favorecimento, principalmente ao Corinthians, está vergonhoso nesse campeonato. Bem que o FBI podia dar uma passadinha na CNA…

    Abraços tricolores.

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