Amenidades… (por Paulo-Roberto Andel)

ANDEL RED NEW

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Um barato estar ontem no Fluminense. Além de muito boa a palestra do Eduardo Tega, sobre gestão de futebol, foi legal demais rever velhos e novos amigos pessoalmente, ao vivo, longe do reducionismo das redes sociais. Toda vez que vou à noite ao clube, sempre recordo o dia em que Romerito chegou, sendo carregado pela torcida na portaria principal. Quer coisa melhor?

É preciso que os torcedores estejam mais vezes na nossa sede. Seja para conversar, trocar experiências, torcer em frente ao telão, bebericar ou simplesmente ter a sensação de estar em casa. A ocupação dos espaços ajuda a desarmar espíritos, empolgar camaradagens e trazer certo espírito de unidade, tudo contra uma ridícula faixa de Gaza criada para transformar a politicagem em política. Cabeças pensantes em articulação com outras cabeças pensantes.

O Fluminense dos tricolores, mais próximo dos populares, receptivo, plural, sem capitanias hereditárias é o sonho de todo tricolor. Somos uma só torcida. Sem Maracanã e com Edson Passos ainda em processo de pré-colonização, a sede pode ser um excelente ponto de encontro dos nossos torcedores.

Convido todos os meus quatro leitores a comparecer ao Bar dos Guerreiros nas próximas terças-feiras. Drinques, conversas, grandes lembranças e a chance de sermos mais grupo e menos individualidade cibernética. A vida como ela é: em carne e osso, ideias e amizade.

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Hoje tem jogo do nosso Fluminense – e dos perigosos, contra o Santos. Levir vai de Pierre em vez de Édson, guerrilheiro. É.

Cornetar, jamais. Criticar, sempre que necessário. Torcer não é bajular, nem varrer sujeira para debaixo do tapete.

Vencer é fundamental para afastar qualquer risco de mal estar na tabela.

Que os ventos tricolores de Cariacica apontem os bons presságios e caminhos. Não acho que o Flu seja um time dos piores, assim como nunca defendi que fosse o melhor de todos os tempos. Acho que dá para ser melhor do que meio de tabela, mas a reação precisa começar logo. Hoje é um grande dia para tal.

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Os cronistas Dedé Moreira, Fagner Torres e Gustavo Albuquerque são escudos de defesa do Fluminense e merecem todo respeito. Poderia falar de outros companheiros do PANORAMA, de outros sites e blogs, a turma do Flu Memória e muito mais. Sinta-se abraçado o Trio de Ferro.

Aliás, todos merecem respeito, até mesmo quem já fez por merecer belas porradas na cara com a minha assinatura (uma demonstração de apreço…) e outros que precisam abdicar do UFC contra o vernáculo.

No ano passado, minha solidariedade ao escritor João Garcez traduziu o espírito da coisa, ainda vigente.

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No mais, ninguém vai usar os meus espaços de comunicação para palanque de politicagem barata em ano de eleição. Minha posição política é clara, sou eleitor da oposição do clube, sei conviver muito bem com as divergências de opinião, mas não polemizo com imbecis nem haters frouxos de teclado.

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Não dependo de nada do clube que não seja o meu amor a ele. Nunca dependi de um centavo do Fluminense e de seus dirigentes. Estou entre os autores literários mais publicados da história de Álvaro Chaves, que já reconheceu meus esforços literários de forma oficial inclusive. Meu trabalho voluntário fala por mim no Google e na Wikipedia tricolor. E quando fui pago para escrever livros, o mesmo deveu-se – sem falsa modéstia – ao meu talento reconhecido pelos editores em questão. Ninguém me perguntou o quanto custou escrever “Pagar o quê?”.

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Um assunto muito comentado estes dias atende pelo nome de Chiquinho Zanzibar, o escroque personagem(?) baseado(?) em fatos reais, transformado em novela pela jornalista Alva Benigno aqui no PANORAMA.

E o que eu tenho a ver com isso?

Êne, á, dê, á, exceto a condição de leitor, fã e editor. Rá, rá, rá, rá.

Quem estiver muito preocupado com a polêmica lítero-realista, que investigue na sauna ou pergunte ao soldadinho de chumbo (ele sabe tudo…).

Em tempo: sairá livro de Chiquinho e, pelo que ouvi dizer, o material inédito é muito mais black metal do que o já publicado aqui pela Alva.

Agora, cá entre nós: sendo o personagem 100% fictício, fruto da genial criação da Alva, ele tem lá suas grandes semelhanças com oito ou dez sujeitos. Por baixo.

Por cima? Aí piora.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: beastie boy