Algumas tirinhas sobre o Fla x Flu da Taça Rio (por Paulo-Roberto Andel)

No meio do caos, vamos torcer. É o que resta. Em tempos de racionalidade, o jogo de logo mais sequer existiria, mas a força da grana impôs e aí está. Ao lado do hospital de campanha, cheio de gente sofrendo e morrendo. Não faz sentido.

Pela lógica, não dá. Eles têm mais time, mais mídia, mais Federassauro, mais arbitragem, mais tudo. Não dá ou não daria. Só que o nosso time vem renovado, mais moço, com mais gás e consequentemente sem o jeitão master dos jogos da retomada.

Num jogo normal, eles iriam lotar como têm feito nos últimos dez anos. Da gente não ia quase ninguém. São muitos motivos mas o principal é a violência – a grande mídia não toca no assunto, sequer o site de fofoca que bajula e depois cospe no presidente do clube.

À essa altura do campeonato, a lucidez sempre ajuda. Temos um time pesado, mais antigo. O goleiro é estilo Fernando Henrique. O miolo de zaga não compromete. As laterais são irregulares. A marcação do meio fica prejudicada com o excesso de veteranos sem recomposição. E fora das quatro linhas, é bom ter em mente que, apesar de alguns acertos da direção nos últimos tempos, o modelo de gestão do Fluminense é o mesmo dos últimos oito anos. E não por coincidência, salvo a efêmera Primeira Liga de 2016, são oito anos sem títulos. E não por coincidência lutamos cinco vezes contra o rebaixamento. O pessoal que fala tão mal de 1986-1994, mas faz vista grossa agora, pode botar as barbas de molho.

E o que isso tudo tem a ver com o jogo de logo mais? Tudo. Tudo até a bola rolar e depois dela parar. Durante o jogo, é outra história. Já vimos de tudo: goleada, créu, gol no fim, porrada e festa. O fracote quebrando a cara do fortão. O fortão esmagando o fracolino. Cá entre nós, dessa vez está divertida a nossa posição de franco atirador: a responsabilidade é todinha deles. Bom, já os batemos quando estávamos na segunda divisão, depois na terceira, porque não poderia rolar um 1 a 0 magrinho da silva nesta quarta-feira?

Todo mundo na internet logo mais. Para os fortes, há rádio. Não se trata de reducionismo, mas favorito o Flamengo sempre foi, e isso não o eximiu de derrotas inesquecíveis que guardamos feito troféus. Não é otimismo barato, mas apenas apenas uma constatação.

Última forma: a diretoria do Flamengo não representa seus milhões de torcedores. Ela sim é uma verdadeira mulambada. Esgotenguistas, picaretas, Casuístas. Vade retro, Satanás.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

#credibilidade

2 Comments

  1. A 1ª página dos jornais de amanhã estará estampada com os dizeres “Público Faltante: 67.113”, acima de uma grande foto, com a visão aérea, mostrando um Maracanã vazio ao lado de um hospital de campanha.

  2. Paulo,
    Essa coluna foi pé quente hoje. Confesso que estava um tanto quanto desanimado pelas nossas apresentações e quando acabou jogo só pensava em eu texto de hoje.

    Primeira vez que aqui comento e espero um dia ter a oportunidade de esbarrar com vc lá no Sebo X e te agradecer por produzir semanalmente textos tão maravilhosos sobre meu fluminense.

    Abs.

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