Abrimos o bico (por Paulo Rocha)

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A derrota para a Chapecoense foi irritante, mas era previsível – ao menos para mim. O Fluminense vinha de sua melhor atuação na temporada, o time literalmente voou nos 4 a 2 sobre o Atlético-MG e o esforço por ter jogado com tanta intensidade na segunda-feira à noite bateu no segundo tempo da partida de quinta. A Chapecoense teve um dia a mais de descanso após, em casa, ter vencido o Coritiba. A altíssima exigência física do futebol de hoje torna 24 horas a mais de descanso uma vantagem considerável.

Outra coisa: a Chapecoense possui um time arrumadinho, soma agora os mesmos pontos que nós (37) na tabela do Campeonato Brasileiro. Além disso, há o imponderável, companheiro de longa data do Fluminense, que nos pune com uma inusitada freguesia para os caras.

Bom, não estou com o intuito de defender o trabalho de Levir Culpi. Algumas vezes, suas substituições não surtem o efeito desejado – ora sim, ora não. Noutras, ele se equivoca na escalação inicial. Mas o treinador também acerta, sejamos justos. E não é hora de trocar de o comando da equipe. Também acho o Roger Machado um cara legal, só que ainda é inexperiente e não possui nenhum título, ao contrário de Levir.

Na verdade, o elenco foi muito mal montado. Levir Culpi, como todos sabem, nem ficará para o ano que vem. Quem o contratou não estará mais no clube e sequer declarou ainda quem irá apoiar nas eleições tricolores. Vamos ver o que conseguiremos no restante da temporada. Pelo menos, ao que parece, não teremos que conviver com pesadelos no final do ano.

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Como algumas vezes já mencionei neste espaço, sou fã de automobilismo e tive oportunidade de cobrir várias corridas. Por isso, não poderia deixar passar em branco o feito do italiano Alessandro Zanardi no ciclismo nas Paralimpíadas do Rio. Alex chegou a seis medalhas olímpicas na carreira, sendo quatro de ouro e duas de prata – três delas conquistadas em solo brasileiro, e as outras em Londres 2012 – e atingiu o topo do ranking na modalidade.

Antes de Zanardi sofrer, há 15 anos, o acidente e a posterior amputação das pernas que o tornaram cadeirante, tive a oportunidade de conviver com ele durante GPs de Fórmula Indy no final dos anos 80, no então autódromo que hoje dá lugar ao Parque Olímpico. Campeão humilde, não recusava uma foto, um autógrafo e era paciente e bem-humorado com os jornalistas.

Os obstáculos que a vida lhe impôs fizeram dele um verdadeiro guerreiro, um legítimo exemplo de superação. Sinto orgulho de tê-lo conhecido, pois é um ser iluminado.

* Legenda da foto: Eu e Alessandro Zanardi durante o GP Rio de Fórmula Indy de 1998, no Autódromo Nelson Piquet, Jacarepaguá – RJ.

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Panorama Tricolor

@PanoramaTri 

Imagem: paroc

2 Comments

  1. Alguém já disse que técnico até ajuda a ganhar jogos, mas nas derrotas a responsabilidade é direta e quase completa.

    Não disse com palavras, mas foi o que entendi.

    Se o time pode jogar como na segunda, cabe a ele descobrir como fazer isso sempre.

    ST

  2. Não corcordo em nada do que dizes. Isto em relação ao Fluminense. Em relação ao automobilismo, não entendo. não gosto e não quero aprender, nem a gostar. Acho que você entende mais de carro do que de bola. Portanto, fique com seu automobilismo e deixe o Flu para os tricolores.E mais uma coisa: o impoderável atende pelo nome de Levir Culpi.

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