A primeira a gente nunca esquece (por Rods)

rods green b

A primeira turma, a primeira namoradinha, a primeira transa, a primeira partida, a primeira ressaca, a primeira admissão de emprego… a primeira vez de tantas e tantas coisas são, invariavelmente, inesquecíveis. A Primeira Liga, a primeira final. Apenas nós tricolores sabemos dos obstáculos e das dificuldades de conquistar o direito de estar ali.

Não que o campeonato tenha sido muito sofrido. Apesar de alguns sustos e da necessidade dos tais remedinhos, a emoção parece ter se guardado toda para essa noite. Mas nosso caminho até o jogo de hoje começou muito antes. Começou lá no início de 2013, assim que a perfeição se quebrou em uma queda vertiginosa durante o ano do qual esperávamos o melhor, mas que nos deu o pior.

No ano seguinte fomos nós contra todos e até contra nós mesmos. Poucas chances de subir à tona para respirar, sendo que na última, o prêmio por ter sobrevivido foi um soco no estômago.

Em 2015 tivemos que provar que sabíamos andar com nossas próprias pernas. Conseguimos, mas não sem errar muito mais do que acertar. Em alguns momentos até parecia que dispararíamos a correr, mas permanecemos distantes dos objetivos. Acredito que o nosso melhor foi o momento que optamos por enfrentar o corrompido poder imposto na casa que criamos. Ali abrimos a porta para hoje.

Neste ano foi um “ajeita daqui” e “briga dali” que pareceu dar certo a tempo, que nos permitiu chegar à primeira luz no corredor que vislumbramos por aquela porta.

Que Levir Culpi e seus comandados honrem a camisa tricolor como gigantes, que a nossa festa faça as pernas dos adversários tremerem e que a primeira final da Primeira Liga termine em nossa primeira comemoração de título em 2016.

“Vence o Fluminense com o verde da esperança, pois quem espera sempre alcança”

ST!

Panorama Tricolor

@Panoramatri @Rods_C

Imagem: Rods / PRA

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