A maldição e a hora da retomada (por Paulo Rocha)

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No dia 13 de agosto de 2014, o Fluminense, após ter vencido o América-RN por 3 a 0 em Natal, poderia perder até por dois gols de diferença no jogo de volta, no Maracanã, para seguir em frente na Copa do Brasil. Tomou de 5 a 2, foi eliminado e virou motivo de chacota por longo tempo em razão do inesperado vexame.

No dia 13 de agosto de 2018, exatos quatro anos após a referida catástrofe, o Tricolor volta a envergonhar sua torcida ao tomar de 3 a 0 do Internacional, no mesmo Maraca, em partida válida pelo Brasileirão. A diferença é que, desta vez, não temos mais os recursos financeiros daquela época e enfrentamos um time grande do nosso futebol.

Ou seja: a data, definitivamente, não é boa para o Fluminense. Para mim, menos ainda, já que foi na véspera do jogo com os potiguares que perdi minha mãe. E justamente no dia do revés ocorreu o sepultamento. Tristeza pouca é bobagem.

Mesmo não sendo botafoguense, que é um torcedor marcado pela superstição, creio firmemente que o dia 13 de agosto não é bom para o Fluminense. Mas convenhamos, com os zagueiros que possuímos (ou melhor, os que estão jogando), qualquer dia pode se tornar maldito para os tricolores.

Ser pessimista, contudo, não é a minha praia. Reconheço que fomos pífios diante do Inter. Tivemos, inclusive, sorte por termos levado “apenas” de 3 a 0. O vexame poderia ter sido ainda pior. Mas em meu coração prefiro guardar espaço para a esperança de que voltaremos do Uruguai com a vaga para a próxima fase da Copa Sul-Americana.

O duelo no acanhado estádio de Montevidéu será árduo. Apesar da vantagem que construímos em casa, teremos que ser guerreiros para obter a classificação. Sim, a derrota para os colorados veio numa hora ruim, mas uma grande atuação diante do Defensor pode trazer nossa alegria de volta. Eu vou acreditar sempre.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

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