A lendária camisa 9 do Fluminense (por Paulo Rocha)

O grande goleador que meu pai viu foi Waldo. Eu cresci ouvindo falar das façanhas de Flávio, Mickey, Dionísio. Vibrei com os gols de Doval, Cláudio Adão, dos dois Washingtons, de Tuta, de Fred… Agora, atribuo minha vibração a Henrique Dourado. E o Ceifador tem uma grande responsabilidade: escrever seu nome história tricolor. Afinal meus amigos, a posição de centroavante, no Fluminense, é uma instituição.

O engraçado é que, mesmo com cada um no seu estilo, todos tiveram um bom porte físico. Mesmo Doval e Adão, que não eram tão altos, tratavam o jogo aéreo com bastante naturalidade. Mas os grandões foram os preferidos da galera – o único centroavante baixinho que se deu bem no Flu foi Romário, embora não tenha conquistado títulos (mas Romário se dava bem em qualquer time, estava acima, muitíssimo acima da média).

Ou seja: Henrique Dourado é o grandalhão da vez. Pode não ser um primor em técnica, mas sua luta durante os 90 minutos comove. Troca trancos com os zagueiros, ronda a área, faz o pivô, chuta com as duas, faz pivô. Isso sem falar na perfeição com a qual executa as cobranças de penalidade máxima.

Contra o sempre complicado Galo, no Maracanã, foram dois gols de cabeça que garantiram nosso importante triunfo. Além disso, na mesma partida, quebrou uma marca pessoal e assumiu, isoladamente, a liderança entre os artilheiros do Campeonato Brasileiro. Tudo isso diante de Fred, a quem teve a ingrata tarefa de substituir.

Pois é, a camisa que Fred deixou vaga já tem um novo dono. Digno dela. Um cara que chegou desacreditado, sacaneado por grande parte da torcida e, com a ajuda de um treinador de ponta, conseguiu dar a volta por cima. Já está no coração de nossa torcida. Afinal, está honrando a camisa 9. E a camisa 9, no Fluminense, é uma instituição.

 

 

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No primeiro turno, logo após batermos o mesmo Atlético-MG, fomos derrotados pelo Vasco em São Januário. Nosso rival estava numa crise tão grande quanto a atual. Por isso, sábado, no Maraca, precisamos jogar como numa decisão. Teremos Sornoza e Robinho no banco para mudar o panorama e acabar com a previsibilidade. Vamos para cima deles

Panorama Tricolor

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Imagem: paro

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