A era do rádio (por Ise Cavalieri)

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Jogo às sete e meia da noite durante a semana é sinônimo de agonia para quem precisa trabalhar.

Pior é tentar dar aquela disfarçada para tentar ouvir pelo rádio do celular e “dar de cara” com a Voz do Brasil, que vai até às oito.

Oito e meia da noite, fim de expediente e a cada passo uma parada pelo bares da praça, tentado acompanhar os lances pela TV, pelo menos assim, o coração aguenta mais um pouco.

Acompanhar os jogos só pelo rádio é quase assinar um atestado de infarto: a narração sem dúvida é a melhor, mas o coração vai na boca e volta várias vezes. Vai ver é por isso que os mais antigos estão com a saúde melhor do que a nossa, haja emoção! A bola um pouco mais à frente do meio campo e o narrador já se preparando para gritar gol.

O barzinho em frente ao ponto de ônibus é que mantém a minha sanidade em dia, além de ser testemunha de quantas conduções já perdi por culpa do Fluminense.

Pior do que essa agonia, é ver a esperança de uma melhora indo para o ralo, mais uma vez.

Parecia que iria dar certo, até os onze minutos do primeiro tempo, o time já tinha feito mais que o jogo todo contra o Sport… até o pênalti perdido. Todos os jogos ou maioria tem sido da mesma maneira, basta UM erro e o time todo se desestrutura. Nesse caso, o Palmeiras, que conseguiu ser pior que nós, sem chutar uma bola sequer ao gol no primeiro tempo, logo se aproveitou da nossa situação e deu no que deu.

Está realmente difícil defender esse elenco, decepção tem sido o resumo de umas rodadas pra cá. Um time que teve a chance de ser líder, lutando sempre pelo topo e sem motivo aparente, começa descer ladeira abaixo. Será que ainda esperam nosso apoio? Torcedor apoia quando vê ao menos a vontade de jogar, porque pagar 60 reais (o que faz falta para muitos) e ver um time desarticulado e fazendo vergonha, fica difícil.

Sobre os protestos que vêm acontecendo, sou a favor da plena cobrança, mas contra a violência.

Se somos funcionários de uma empresa, somos exigidos quando não atingimos uma meta ou quando não realizamos nosso trabalho de maneira correta, mas agredidos nunca (ao menos, é o mínimo que se espera).

Então por que alguns se acham no direito de agredir jogador? A torcida já foi mais inteligente, inclusive em questão de protesto, como no enterro simbólico. Se acham que jogador A ou B deve sair, exijam da diretoria. Ser humano nenhum merece ser agredido, de forma alguma.

O Fluminense tem sido incompetente em campo e temos o direito de exigir melhorias, ninguém que ver o time se afundando cada vez mais, ninguém quer que 2013 ou outro ano negro qualquer se repita, mas temos o dever de saber os limites.

Cobrar sim, vandalizar não. Enquanto isso, é desejar boa sorte ao Eduardo Baptista. Ainda dá tempo de reverter esse caos. Que tudo corra bem para nós neste jogo contra a Ponte.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @isefinato

Imagem: somido.wordpress

lançamento o fluminense que eu vivi o sabor do queijo

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