Whats a Whats com Chiquinho Zanzibar (por Alva Benigno)

Fui convidada por Chiquinho Zanzibar para um jantar na Cantina La Nonna, em Copacabana, nesta sexta-feira. A princípio, não havia nenhuma pauta do clube, mas como sabemos seria impossível não falar dos personagens que rondam o imaginário zanzibariano.

Perguntei ao velho Chico sobre o que ele achava sobre essa coisa de ataques nas redes sociais, tricolores agredindo tricolores; o apedrejamento virtual de pessoas como AGonzalez O Lutador, pauloandel e marcaldeira, colaboradores deste PANORAMA, além de naturais celebridades como o presidente Pedrabad, sob um clima ainda muito ruim que só teve momentos de trégua por ocasião da tragédia envolvendo o querido treinador Abraga. Aliás, perguntei muitas outras coisas. Estranhamente, Zanzi não fazia seu personagem principal, afetado, falante, com aquele jeito de quase colar o rosto no interlocutor como se fosse beijá-lo. Não. Sereno, silencioso, era praticamente a antítese de sua personalidade conturbada e única.

Em certo momento, Chico da Zanzibar olhou para mim, pegou seu áifon e serenamente me disse: “Alva, esta é toda a verdade e nada mais. Veja o que quiser, não tenho segredos com você, somos amigos para sempre. Fique à vontade em meu Whatsapp. Vou ao toalete, não se preocupe se eu demorar um pouco. Pode pedir ao garçom o que quiser”. E saiu.

Fiquei na dúvida se realmente eu deveria mexer na intimidade da correspondência de Zanzibar, não era de bom tom. No entanto, ele fez questão disso. Hesitei, mas mexi e pronto, falei! Bafão! Cruzes.

Confesso que em 30 anos de jornalismo eu não tinha visto nada tão impressionante de perto, de alguém que conheço pessoalmente. Os conteúdos são realmente impublicáveis quando os assuntos tratam de sexo, mentiras e corrupção – e eu pensei que sabia da vida do Zanzi… meodeus! O incrível é como ele lida bem com pessoas que o detestam, bem como a seus ídolos. Em seu totalitarismo reacionário, Zanzibar às vezes parece muito mais democrático do que liberais e esquerdinhas de gogó. Ou seria tudo teatro? É difícil dizer. No caso deste tricolor de décadas influente no club, com histórico imenso de serviços prestados à entidade e principalmente a si mesmo, sabedor de segredos inalcançáveis, rei da sauna e das malícias, a realidade e a fantasia são misturadas de tal forma que fica impossível separá-las.

Naveguei por dez minutos. Para preservar os exóticos personagens da lista de Zanzibar, bem como suas preferências íntimas, não publicarei nomes e nem os conteúdos mais fortes, apenas codinomes e alguns trechos do que considerei possível registrar.

Quando ele voltou, nada me disse. Chegaram à mesa duas lasanhas com vinho. Fizemos um brinde. Ele sorriu e comentou: “Quer levar o áifon pra casa e mergulhar mais nas profundezas da minha alma?”. Recusei a oferta e agradeci. Conversamos por mais uma hora, até que encerramos a conta e ele gentilmente me levou em casa.

A surpresa maior da noite ainda estava por vir: Chiquinho pediu um Cabifái e se ofereceu para me levar em casa. Embora o percurso fosse muito rápido, aceitei. Conversávamos no carro, chegamos à portaria de meu prédio e, para meu espanto, ao nos despedirmos ele simplesmente me roubou um beijo.

“O que é isso, companheiro? Está maluco?”

“Eu sou homem com agá, e com agá sou muito homem. Te amo.”

Enquanto eu saia do carro, ele disparou sua risada caótica e o cabifái deu meia volta. Levei um susto e tanto, uma loucura, mas confesso que a surpresa da atitude me tocou. Não rola nada entre nós, de jeito nenhum, mas não posso negar que aquele velho cínico, que não mede esforços para conseguir o que quer, tem algo de fascinante. Não devo ser a única a pensar deste jeito, dada a sua extensa lista de conquistas amorosas, que vai de gayrotos de programa a blogayros, passando por dirigentes, empresários, torcedoras – sim – e candidatos a boquinhas no clube. Meodeux!

Que louco!

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“Oi, Zanzi, quando podemos marcar aquele drink gostoso? Ah, tem um Amim Kader revolts por aí. Desculpe, sei que você gosta dele.” (tutu mickey, 9-xxxx-2469, rato de Walt Disney e bicheiro)

Zanzibar: “Nesse mundo de meu Deus, só o que me faltava agora era bicha homofóbica… Sai dessa lama, jacaré: é é Khader, ediota (sic). Se você tem tesão pelo Amin, porque passa correndo quando o vê no club? Boy de recados aqui é você e não eu. Vamos marcar, mas nada de sauna nem de náiti. Encontro privado e respeitoso de colegas, sem essa doença de ficar só falando do teu bofinho barbudoso, rárárárárárárá. Parece que você quer casar com o cara, porra! Para de pagar paixão, isso é feito pra um bofe velho.”

“Eu sei que você tem informações importantes e gostaria de saber se poderíamos marcar uma entrevista. Acho que juntos podemos construir uma grande união em prol dos nossos sonhos no club. Eu influencio muita gente e sou a mais importante voz da emprensa (sic). Acho que você só tem a lucrar comigo. Quem decide a imagem do club na internet sou eu. Deixemos o passado para trás. Rola?” (Benito Di Paula, artista veterano e editor de fofocas)

“Abafa! Então você é quem decide? Então porque teu candidato no club não fez cosquinha na eleição? Deixa de ser pedante, mona frouxa: quem decide as coisas sou eu. Nunca se esqueça do que eu já fiz com a tua boca, esqueceu da kafta fedorenta? RÁRÁRÁRÁRÁRÁRÁ. Sou teu amigo e vou te avisar: tem gente doida pra fazer a plástica da tua fuça à base de porrada, se liga (sic). Rola? SEMPRE! RÁRÁRÁRÁRÁRÁRÁRÁRÁ. Call me baby. PS: quem te disse que os meus sonhos no club passam por você, barbichinha? Ihihihihihihihihihihi.

“Chiquinho, aviza pra essa gorda do PANORAMA que eu vou mete a porrada nela, qui tem inveja da minha asseitação na midea. Isso aí é um bando de troucha que siacha iscritor e ficam pozando de intelequetuau. Esse careca é outro trocha que siacha. Não saum nada perto da minha popôlaridade. Mas deicha isso pra lá. Eu queria marca contigo da gente bater um papo peçoalmente, tou com uns projeto pra jente conversa, o que vosseacha?” (zacatox, 9xxxx-2471, ex-“umorista”, uma espécie de Kleber Bambam tricolor)

“Cruuuzes, essa boiolice toda é só por causa de um emprego? Amor nesse coração. Meudeux! Deixa de ser esquizofrênica: você foi expulsa do blog dos caras por dar chilique. Pediram voto pro Aécio, sifu. Pediram pro Mário, sifu. Não me venha com negócio de Bolsonaro, né? Essa tua fama tá meio down, hein? Projeto, é só vir conversar desde que não seja empréstimo de dinheiro, nem coisa de fubá mimoso. Saudade do nosso carteado na sauna. Ah, não se esqueça de ligar o corretor ortográfico aí.”

“Pare de perseguir meu parceiro Dedé Mamata ou terei que me aborrecer com você. Acho que já passou da hora dessa guerra estúpida. Precisamos de diálogo e paz. Chega de ódio, Chiquinho. Vamos conquistar o club.” (Agnaldo Happybath, o inimigo número 1 do velho).

“Que mamata o caralho, tá maluco? Você escreveu para a pessoa errada. Meu filho, nenhuma conquista minha terá você como protagonista ou coadjuvante. Sai fora, filhão.”

“Por que você sumiu e nunca mais me chamou pra sair? Tô com saudade. Me contaram de uma suruba sinistro que você fez no Vip’s semana passada, nem me chamou. Snif.” (Filhão, o ex-menino prodígio de Zanzibar”)

“Também tou. Vamos marcar. A vida tá muito corrida. Que suruba, garoto: o que falam de mim são calúnias, meu bem. Eu parei.”

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: bala de ice kissssss

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