Para se jogar com o coração tricolor (por Paulo Rocha)

Quem torce pelo Fluminense e acompanha futebol sabe que o Atlético-MG é um duríssimo rival para o Tricolor. Em que pese o fato de termos conquistado nosso primeiro título brasileiro numa decisão contra eles (1970, 1 a 1, gol de Mickey) e os superado na corrida pela taça em 2012, os atleticanos nunca nos deram vida fácil. Nunca. Contra o Cruzeiro a história é outra, costumeiramente damos sorte. Mas contra o Galo…

Apesar desse retrospecto desfavorável diante do rival, saímos vencedores nas duas últimas vezes que os enfrentamos: 4 a 2 em Edson Passos e 2 a 1 no Estádio Independência, em BH. Creio que seria inédito para nós derrotá-los por três vezes seguidas. Mas eu acredito que é possível. Basta lembrarmo-nos de que somos Fluminense, e não uma merda qualquer.

Mais uma vez encararemos Fred. Não é preciso dizer o perigo que ele representa; sabemos bem. Por isso, é preciso total atenção nele. Não deixá-lo sozinho por um momento sequer. Devemos lembrar que, nas duas vezes em que nos enfrentou depois de ter deixado as Laranjeiras, ele passou em branco. E não jogou bem. Ou seja, deve estar louco para acabar com essa impressão.

Deixando o adversário de lado, pena que o nosso recém-contratado Robinho ainda não deva estar regularizado. Assim como grande parte da torcida tricolor, estou doido para vê-lo em ação. Menos mal que deveremos ter Sornoza, ainda que apenas em uma parte do jogo. É esperança de criatividade – Scarpa, sozinho, não dá conta do serviço de armação.

Lembro-me de épicos Fluminense x Atlético-MG aos quais assisti no Maracanã. Derrotas, vitórias, empates…Mas uma coisa é certa: para bater esse adversário sempre dificílimo devemos colocar o coração na ponta das chuteiras. Ter inteligência, mas acima de tudo, raça.

Mesmo jogando fora de casa, eles tentarão propor o jogo, pois possuem individualidades superiores às nossas. Mas nos dois últimos duelos, (os quais vencemos), eles também tinham jogadores melhores. E nossa bravura prevaleceu.

O Atlético é um adversário direto, tem somente um ponto a menos do que nós na tabela do Campeonato Brasileiro. Vencê-lo significa subir na classificação e mostrar que temos capacidade de superar, mais uma vez, rivais tecnicamente superiores a nós. Pois habilidade, estrutura e dinheiro eles pode ter mais do que nós, mas coração, jamais.

Que nossa torcida compareça em bom número ao Maraca. Usemos contra o Galo o mesmo veneno que costumam usar contra os adversários, a vibração que passa da arquibancada para o campo. Bater grandes rivais aumenta a autoestima. E precisamos dela lá em cima.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: paro

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