Um outro tempo tricolor (por Daniele Brandão)

 

Minhas palavras são poucas no dia de hoje; estou tentando transformá-las, junto com as emoções que estavam presas em uma caixa e resolveram sair de uma vez, em atividade.

Nas próximas horas vai acontecer mais um jogo importante, cercado de expectativas, numa competição internacional contra um adversário que já trouxe problemas.

A dor daquela época é persistente, sim. E o revanchismo? “Meu revanchismo está vivo!” Mas gente, não dá mais para se apegar aos sofrimentos da derrota passada, mesmo isto sendo muito difícil.

Foi um desastre sem tamanho e destruiu um grande projeto, eu sei. A camisa pesa mais ainda nessas horas, eu sei também… No entanto, são outros tempos, uma história com outros participantes – por isso o que aconteceu anos atrás deve ser esquecido ao menos durante a partida, para que o time escreva novas linhas.

Linhas bem sucedidas, o que todos queremos, não é? Mesmo assim, vale relembrar: o passado, nessa hora, não tem que entrar em campo. Não precisa.

Há o que temer? Provável que haja, e nós sabemos muito bem o quê: a famosa e ridícula catimba. É ela que pode causar uma desgraça se não houver autocontrole e sobram exemplos disso. O resto é questão de uma partida coerente. Jogue essa bomba nos pés da equipe, e imagino eu que todos eles vão saber o que fazer.

Desejo que saibam e apliquem. O Fluminense há de ser racional no meio de uma profusão de sensações.

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Estarei ao pé do rádio não sendo tão racional assim, e sentindo falta da única narração que me prendia.

“Será falha da estação ou deu pane em algum botão, talvez? / Não sei, meu bem, o que fazer pra te ouvir / Que saudade de ouvir tua voz, teu silêncio me deixa louco…”

Vou tentar me conformar com ouvir o grito de gol em outra voz – é preciso desapegar do lamento.

Ó Flu, jogai por mim. Jogai por nós!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @FluminenseDNL

Imagem: Brand

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