O surgimento de um novo ídolo (por Paulo Rocha)

Acompanho o futebol de Pedro desde as categorias de base. Sabia que sua hora iria chegar, e chegou. O garoto está honrando a camisa 9 do Fluminense, um clube que possui uma riquíssima história de centroavantes goleadores.

Para não citar os mais antigos, vamos aos dois últimos donos da 9 tricolor: Fred e Henrique Dourado. Ambos foram artilheiros do Brasileirão vestindo as três cores. Agora, chegou vez de um moleque de Xerém dar prosseguimento à tradição.

Todos sabermos, contudo, que ele futuramente não deve permanecer nas Laranjeiras. Os gringos estão sempre de olho. Torçamos para que este futuro ainda esteja longe e que possamos comemorar os seus gols ainda por um bom tempo.

O mais importante a dizer sobre Pedro é que uma novíssima geração de tricolores (entre eles meu filho, de apenas nove anos) o está elegendo como ídolo. Até mesmo a sua característica comemoração de reverência já foi adotada pela molecada.

Pois bem, quando for vendido, espero que o Fluminense o faça com sabedoria e não cometa os mesmos erros de casos recentes – Richarlison, Wendel e tantos outros. Se não soubermos valorizar o que é nosso, sempre seremos vítimas dos espertalhões e de nossa própria ansiedade.

Que Pedro ainda fique por muito tempo no Fluminense. Que as reverências se repitam a cada jogo. E que Xerém sempre nos produza diamantes do mesmo quilate. Ídolo é uma coisa sagrada para as crianças. E elas são o futuro não só do futebol, mas do mundo.

Panorama Tricolor

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Imagem:ropa

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