O Fluminense na Sul-Americana 2017 (por Aloísio Senra)

Tricolores de sangue grená, nesta quarta-feira começaremos a trilhar um caminho que, esperamos, será extremamente glorioso e bem-aventurado. O jogo contra o Liverpool-URU pela Copa Sul-Americana no Estádio Mario Filho pode significar o início de uma história maravilhosa. Encaro como o primeiro capítulo de uma odisseia, o primeiro passo de uma jornada que culminará com uma conquista que será lembrada para todo o sempre. Não se enganem, não é apenas um jogo contra um dos últimos colocados do campeonato uruguaio. É o primeiro dia do resto de nossas vidas.

Quarenta e quatro clubes da América do Sul disputarão vinte e duas vagas para a segunda fase da competição, em que se unirão a mais dez clubes que não avançarem na Copa Libertadores (formato similar ao adotado entre a Liga dos Campeões e a Liga Europa), para disputar as dezesseis vagas restantes às oitavas de final e, daí por diante, as vagas que restarem até a finalíssima. O Fluminense, ainda que tenha sofrido uma queda vertiginosa de rendimento na reta final do campeonato do ano passado, conseguiu garantir a vaga para esta competição internacional, que ganhou enorme importância nos últimos anos por garantir ao campeão vaga na Libertadores.

Equipes tradicionais como Corinthians, Universidad de Chile, Cruzeiro, São Paulo, Deportivo Cali, LDU, Defensor, Cerro Porteño, Independiente, Alianza Lima, Arsenal de Sarandí, Bolívar e Racing estão presentes à primeira fase, e provavelmente mais delas estarão na segunda fase, o que enriquece a competição, eleva o nível e a torna difícil e bastante disputada. É desse tipo de competição que gostamos. É nela que a alma tricolor se embaralha com a própria essência do futebol. São esses momentos que nos proporcionam a experiência completa como torcedor.

Eu me recordo claramente da Libertadores de 2008. Para todos nós, o final foi um sofrimento que não gostamos de relembrar, mas eu me permito, às vezes, rever em meus pensamentos ou em vídeos a jornada. A nossa vida é muito similar ao que foi esta competição. Quando se finda, nós partimos, mas o que fica é a viagem, os passos que demos, os feitos que realizamos. Assim foi com o Fluminense, campeão moral, mas sem taça; jornada maravilhosa, com o final que não queremos; estandarte maior das Américas naquele ano tão alegre, mas que terminou de modo tão triste.

Nelson Rodrigues costumava dizer que o Fluminense tem a predestinação para a glória. Quase dez anos depois, como seria finalmente alcançá-la? Temos hoje uma gestão que, problemas financeiros à parte, parece ter mentalidade vitoriosa. Não vamos disputar a Copa Sul-Americana como meros coadjuvantes. O pensamento é vencer, e não apenas esta competição. O foco está em 2018, na Libertadores que queremos disputar e, finalmente, trazer justiça ao maior disparate que os deuses do futebol já ousaram cometer. Que uma vitória hoje sobre o Liverpool-URU seja a primeira de muitas que nos permitirão trazer a Álvaro Chaves a taça que o destino tão vilmente nos negou. Vençamos!

Curtas:

– Então os titulares do Flamengo iam massacrar os reservas do Fluminense, né? Essa Flamídia esportiva não conhece mesmo a nossa história. Dá até pena.

– Os reservas se saíram muito bem após este teste de fogo. Wendel está pedindo passagem. Douglas que se cuide!

– Tricolor que ainda não adquiriu seu ingresso para o jogo desta noite, o que você está esperando? O mosaico não vai se montar sozinho! Vamos lotar!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: sen

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