Sobre uma semana quase parada (por Ise Cavalieri)

art flu

Neste dias sem jogos, sem nenhuma emoção que não fosse a notícia do início do CT (calma, ainda falta um pacote de milhões), a expectativa é a de uma bom preparação para o jogo da quarta-feira que vem, às 19:30 h, contra a Ponte Preta no Maracanã. Ou quase.

Tudo que parece fácil, o Fluminense faz questão de dar aquela dificultada. Mais uma vez deixou escapar pontos que certamente farão falta à frente. Caso da partida contra o Palmeiras, que disputamos domingo passado.

Primeiro tempo tecnicamente certo e inclusive resultando em gol… Até o momento que o time começou a desandar e faz um segundo tempo terrível, sem bola parada, sem jogada, sem nada… E com dois jogadores a menos. Complicado.

O árbitro pareceu ter cumprido sua meta de chamar atenção, distribuindo cartões de maneira exagerada. Equívoco na quantidade e na penalidade dada, como a de Magno Alves. Jogador adversário batendo todo o primeiro tempo e, quando leva parte do que fez, o cenógrafo monta uma novela mexicana. .. O Magnata até mereceu cartão, só não o vermelho.

Falando em Magnata, aos 39 anos correndo como um garoto de 18, enquanto parte do nosso elenco parece levar chumbo nas costas…

Embora a arbitragem tenha conseguido o resultado que parecia querer, o motivo da derrota foi mesmo a soma de erros da nossa equipe.

Mais uma vez me pergunto o que acontece não só com o elenco, ao dar mole, quanto ao clube – que insiste em amaciar as derrotas, além de parecer premiá-las, já que todos ganharam dois dias de folga, enquanto o São Paulo, mesmo vencendo, já voltou as treinos normalmente na segunda feira. Acabamos de começar as obras do CT, não de um parque de diversões. Que a mentalidade mude no futuro.

Contra o Botafogo, ainda no Carioca 2015, ouvimos o absurdo sobre o treino de cobranças de pênaltis, onde cada jogador bateu apenas DOIS. Isso é realmente um treino de quem quer disputar algo? Entra técnico, sai técnico e nada muda… E muitos pediram a cabeça do Luxemburgo e até do Muricy, por que ambos exigiam treinos e resultados.

Romário dizia “Para que treinar se ja sei o que fazer?”. Mas parece que há tempos o nosso Fluminense não sabe. E não temos nenhum Romário, por favor.

A vitória foi realmente convincente em confrontos contra o Coritiba e o Flamengo, o que não quer dizer muito. É preciso exigir para que não terminemos mais um ano no zero.

Vencer a Ponte Preta em casa é imperativo. Ou brigamos em cima ou no meio da tabela.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @isefinato

Imagem: Art Flu – Gilberto Zavarezzi

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