Mãe, pai e a saudade que não passa (por Paulo Rocha)

Este final de semana será extremamente doloroso para mim. No sábado, se completam três anos que minha mãe seguiu para o plano superior; no domingo, Dia dos Pais, não tenho mais o meu para abraçar.

Minha mãe teve três filhos homens. Um deles, especial. Somente este fato já serviria para apontá-la como uma pessoa diferente. Contudo, era mais que isso: carinhosa, compreensiva, bem-humorada, guerreira…incontáveis adjetivos não seriam suficientes para  homenageá-la.

Foi embora de repente e nos deixou destruídos. Não há como explicar a dor de sua ausência. Ela persiste e, a cada lembrança dela, não consigo conter as lágrimas. Como não consegui enquanto escrevia esta coluna.

Meu pai, de quem herdei o nome, mas nunca, jamais, chegarei aos pés no que diz respeito a inteligência e obstinação, já se foi há mais tempo, em 2008. Continua, porém, a ser fonte de inspiração e de orgulho para mim. Veio dele a paixão que nutro pelo Fluminense (minha mãe era uma botafoguense que virou tricolor).

Os amigos me dizem que a dor passa, mas que a saudade não acaba jamais. Discordo; a dor, quando se fala de pai e de mãe, também não termina nunca. Pelo menos a minha nunca terminará, pois a cada dia sinto a falta deles. Sinto de verdade.

Por isso, peço desculpas aos tricolores – e também aos torcedores de outros times que me prestigiam como leitores deste espaço – pelo desabafo. Prometo voltar a analisar o desempenho do Fluminense numa próxima coluna. Desta vez, não consegui.

Saudações Tricolores e um bom fim de semana a todos. Aos que possuem pai e mãe, aproveite. Beije-os, abrace-os. Eu tentarei fazer do abraço do meu filho um remédio para que a tristeza não me impeça de seguir em frente. A vida continua.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: rap

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