Programa Panorama Tricolor Especial: Jazz Flu

Diretamente da Casa Vieira Souto, Tiba e Paulo-Roberto Andel conversam com o baterista Roberto Rutigliano sobre jazz, o nosso Fluzão e muito mais. Direção de Sílvio Almeida.

Sobre o entrevistado:

Instrumentista (baterista e percussionista). Compositor. Arranjador. Estudou com Antonio Yepes, Alejandro Varela e Hebert Gouarnalusse, na Argentina, e com Alan Dawson e Michel Carmin, nos Estados Unidos. Sempre demonstrou interesse por diferentes estilos musicais, entre os quais tango, jazz, música cubana e música clássica. Estudou Letras, aventurou-se no desenho e por vários anos militou a favor da esquerda contra a ditadura militar na Argentina. Em 1988, mudou-se para o Rio de Janeiro, em busca de oportunidades para desenvolver seu trabalho musical.

Desde criança, esteve envolvido com a percussão regional, tocando “bombo legüero”. Ainda morando na Argentina, tocou com Marikena Monty, Daniel e Oby Homer, Julio Lacarra entre outros. Compôs música para espetáculos de ballet, tocou em grupos de música contemporânea, clássica, de jazz e em peças teatrais. Radicado no Rio de Janeiro, desfilou em várias Escolas de Samba (Império da Tijuca, Mocidade Independente de Padre Miguel) e blocos de Carnaval, tocando caixa e tamborim. Atuou com Ney de Oxossê no grupo de afoxê Filhos de Corin Efâ. Tocou durante mais de dez anos no bloco Gigantes da Lira, especializado em frevos e marchinhas, e no bloco Laranjada, tocando caixa de samba. Na área de educação, trabalha como professor de bateria nos Seminários de Música Pro-Arte desde o ano de 1998. Publicou artigos em revistas da Argentina, como “El Musiquero”, e em sites especializados no Brasil, como “Batera.com”. Realiza workshops e clínicas nas principais escolas de músicas do Brasil e da Argentina. Em 2005, participou da primeira edição do “Montevideo Drum Festival”, ao lado dos músicos Osvaldo Fattoruso e Daniel Volpini. Tocou no grupo Xekerê, com o qual gravou três discos, com a Rio Latin Jazz, atuou em duo com a flautista Odette Ernest Dias (gravação produzida por Egberto Gismonti), atuou ao lado de músicos como Hermeto Pascoal e Yamandu Costa. Em 2010, realizou o show “Tributo a Bill Evans”, juntamente com Dario Galante e Bruno Migliari. Em 2011, tocou na Argentina com Adriana Rios no espetáculo “Mundo Jobim”, com Arturo Puertas, e no Brasil com o quarteto “Reciclássico”, ao lado de Ana de Oliveira, Tomás Improta e Tony Botelho, recriando clássicos da música brasileira de compositores como Francisco Mignone e Heitor Villa Lobos. No Carnaval desse mesmo ano, foi o mestre de bateria do bloco Feitiço do Villa. Realizou um tributo a Elvin Jones, juntamente com Fernando Trocado, Idriss Boudrioua e Ronaldo Diamante. Liderou um show em homenagem a Miles Davis, ao lado dos trompetistas Altair Martins, Jose Arimateia e Paulinho Trompete. Integrou também um grupo instrumental com Tomás Improta, Fernando Trocado e Paulo Russo, com um repertório voltado para a obra de John Coltrane, que conta também com a participação de Marcelo Martins, Jefferson Lescovich e Widor Santiago. Manteve ainda um trio com o pianista Pablo Lapidusas e o contrabaixista Bruce Henri, com um repertório de música brasileira e de composições próprias. Em 2012, atuou em duo com o violonista Quique Sinesi em Buenos Aires. Nesse mesmo ano, esteve na Suíça, onde participou, ao lado de Gabriela Bergallo, de dois shows de música latino-americana e ainda do espetáculo “Melodias Brasileiras, do Festival do Teatro Di Cápua, em Embrach, e de uma master classe sobre música brasileira junto com a banda Latin Jazz Ensemble, em Zurique. De volta ao Brasil, atuou em um show de tango, juntamente com Chico Chagas, Ana de Oliveira e Pablo Aslan. Ao final desse mesmo ano, esteve em Buenos Aires, apresentando-se com Abel Rogantini e Mariano Martos no espetáculo “Diálogos”, tocando Bossa Nova, música argentina e composições próprias. Em 2013, atuou com o grupo Tango Negro no espetáculo “Suite Brasileira” e em projetos jazzísticos no Rio com os principais músicos da cena carioca.

 


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