Papai, mamãe e pimenta na boca (por Alva Benigno)

VENERÁVEL E IMPONENTE DOUTOR EUSTÁQUIO ZANZIBAR Y ZANZIBAR, O PAPA ZANZI

O progenitor de Chiquinho Zanzibar (claro, quem mais teria essa porra de sobrenome?).

Ex-benemérito do Fluminense, andou metido em negócios com Jean Marie Havelange, o João Havelange. Mas não ficou somente nisso: fontes afirmam que EZ deu um tremendo trambique na família Guinle. E, ajudando a entender a volúpia homoerótica do Chico Safadeza, satisfez sexualmente ao lendário Madame Satã, imperador da velha Lapa, em troca de vantagens pessoais.

Eustáquio Zanzibar foi amigo de infância do bicheiro Natal da Portela, e responsável pela não perseguição do Estado Novo de Vargas ao jogo de bicho naqueles tempos: era um dedo duro do regime. Também foi elemento proativo na ditadura militar-empresarial de 1964.

Por várias vezes, Eustáquio Zanzibar se hospedou de graça no Copacabana Palace, em troca de favores à família Guinle. Por isso, Chiquinho Zanzibar volta e meia mira de frente para o hotel, onde passou a infância em meio a celebridades esquisitonas, subcelebridades bajuladoras e gente querendo se dar bem na vida.

Eustáquio foi funcionário fantasma na CSN, sem jamais ter pisado uma única vez no município de Volta Redonda, até que a barra pesou e ele perdeu sua boquinha. É daí que vem o fato de Chiquinho Zanzibar sempre ter feito lobby pesado para o time nunca mais jogar por lá e, claro, odiar o ex-craque Deley.

VENERÁVEL DONA KELLY SHEYLAH ZANZIBAR Y ZANZIBAR, A MAMA ZANZI

Ex-empreendedora de uma casa de tolerância situada na Rua Paissandu dos anos 1950, um respeitável ambiente frequentado pela elite do Palácio do Cacete e do club, com diversas tendências. Um dos frequentadores era justamente o homossexual João Francisco dos Santos, que supostamente teria nutrido uma grande amizade com a cafetina, tendo defendido sua integridade quando ela era profissional da cama, antes de explorar a prostituição. E foi na casa de tolerância que o picareta Eustáquio se apaixonou pela jovem Kelly Sheilah, deixando de ser cliente das meninas para se amasiar com a chefe.

Em certo momento, João Francisco teve interesses homoerótica em Eustáquio, sendo correspondido. A traição quase levou Kelly à loucura, mas uma conversa a três em ambiente reservado parecia ter selado a paz. Estranhamente, pouco tempo depois João Francisco foi enquadrado no presídio da Ilha Grande. Fontes indicam que foi uma vingança de Kelly, mas anos depois JF foi solto e voltou ao puteiro. Mas… Quem é esse diabo de João Francisco? Madame Satã, porra!

ÁGUA NA BOCA, QUE A PIMENTA É FORTE

Zanzibar quer um cu assado com pimenta da boa. Cheio de tesão homo, marca um encontro com seu eterno desafeto e amante, ou quase, Agaynaldo Happybath em Pecadópolis, o cantinho secreto do velho safado. Chegando ao ninho do amor que não ousa dizer seu nome, Zanzi coloca um grão de deliciosa pimenta em sua glande ereta com Viagra. E diz ao pilantrão: “Fecha os olhos e abre a boca se quiser seu levadinho 171 da venda para as terras de Napoleão.”

Happybath, louco pelos petrodólares, não titubeou e abocanhou a rola apimentada. Mas a alegria durou pouco. Num misto de prazer e dor, não sabe se morde ou assopra: a especiaria era ardida pra cacete.

Chiquinho diz: “Chora de prazer, Happy! E sinta o amargo sabor da vida gulosa no no blanquet da detonação do club. Eu te odeio mas te quiero. Você é a minha bitch prediletaaaaaa!”

Depois do prazer homo cumprido, Chiquinho se despede do politiqueiro boqueteiro e vai para o Maracanã. Chegando no espólio do velho estádio, tem um momento de nostalgia e olha para as pessoas como se estivesse em 1973. Reconhecer alguns vovôs brancos, respeitáveis, gente de bem, homens de sucesso que não desejam falar do passado. Impregnado de devassidão, o velho devasso pensa alto: “Ah, se o cu arfante dessa gente falasse…”

Ao adentrar o Novo Maracanan, Chico ficou teso e arrepiado nas velhas pregas. Logo lhe vem à mente a lembrança da farra dos ingressos, que lhe emocionava demais como se fosse a sua Copa Jules Rimet da canalhice. O golpe lhe fez sair de uma pindaíba terrível, além de ganhar levadinhos nos meses seguintes para abafar o caso. Em determinadas ocasiões, trocou parte da propina por favores sexuais, sempre pedindo que garotões sarados da zona sul lhe entregassem o arrego. Foi um tempo em que faturou muita grana e gozou como nunca.

Para Chiquinho Zanzibar, era fundamental o Fluminense vencer sempre, mas também ter a garantiaque de que ele mesmo venceria situações de pouco interesse midiático, não divulgáveis pelos fofoqueiros de estômago fraco. Um campeão no campo, nas arquibancadas e na cama, desinportando quanto custasse.

Depois da partida, Chico foi ao banheiro, fechou a porta do box e buscou prazer solitário. Enquanto se masturbava, sentia em sua própria mão apimentada a boca safadinha de Agaynaldo e delirava. Ejaculou na porta do banheiro e, ao ver o sêmen escorrendo por cima de números de telefone para sexo casual, pichações xenófobas e racistas, afora outras barbaridades, reconhecia no filetinho de porra uma vitória do amor. Sim, depois da recaída homo, era em seu eterno rival Agaynaldo que Chiquinho enxergava, a seu modo inusitado, um sentimento romântico de intenso prazer. A política do club corria riscos de dar uma guinada de 360 graus por causa de um dedicado fellatio.

O papel lixa nunca foi tão prazeroso para a glande veterana do vovô travesso. Limpou-se, ajeitou as calças e, satisfeito, saiu do box de forma saracoteante em direção à letra C. E cantarolou sozinho: “LDU, cu e piru é tudo prima, no fim das contas o que vale é a rima”.

Registre-se: não lavou as mãos depois de gozar por seus próprios meios.

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