O empate e os próximos passos do Fluminense (por Aloísio Senra)

Tricolores de sangue grená, após um início de Campeonato Brasileiro na média, com uma derrota, uma vitória e um empate, encarando uma tabela bastante ingrata, sem as facilidades de certos queridinhos da mídia, teremos pela frente uma sequência de jogos que vai nos dizer mais ou menos quais serão nossas pretensões. Vitória (f), Botafogo (f), Atlético-PR (c) e Chapecoense (c) é uma sequência, pelo menos na teoria, um pouco mais “fácil”. No meio disso tudo teremos o jogo da altitude contra o Nacional de Potosí pela Copa Sul-Americana, logo após o embate contra o time baiano. O modo como conseguiremos encarar todos estes compromissos do mês de maio dará a tônica para o resto do ano.

Infelizmente o nosso campeonato é do meio pra baixo e, se formos analisar friamente, estes quatro pontos em nove foram bastante satisfatórios. Agora começaremos o campeonato de fato, e são esses pontos que não poderemos perder de jeito nenhum. Esses são essenciais para vermos o que queremos no campeonato. Contra os times mais fortes, muitas vezes vamos ratear, nem sempre vamos conseguir ganhar, mesmo jogando bem e com espírito guerreiro, porque falta qualidade e experiência. As lesões, inimigas ingratas, muito provavelmente vão começar a dar as caras. O elenco prometido por Abad & Cia simplesmente não foi montado. Desta forma, temos que cumprir o nosso dever, que é vencer os que sabemos que dá para vencer, e o restante é lucro.

Vitória, o time baiano que ronda a parte de baixo da tabela, é o nosso primeiro desafio. Jogar no Barradão não é nenhuma novidade, nem é impossível sair de lá com a vitória. Desta forma, acredito nos três pontos. Depois, subimos a ladeira para Potosí, visando carimbar a vaga para a próxima fase da Sula, e voltamos a performar pelo Brasileirão contra o Botafogo. A última partida entre as duas equipes foi um sonoro 3 a 0 para o Fluzão, então não há como eu não acreditar que uma vitória é possível. Porém, se o cansaço da viagem pesar, o empate é mais provável. Pegaremos na sequência o Atlético-PR, freguês contumaz do Fluminense, principalmente quando joga em nossos domínios. Eles vêm bem, mas acredito que consigamos os três pontos. Contra a Chape, não consigo projetar uma vitória, já que nunca ganhamos deles. Pode ser que aconteça, mas mesmo jogando em casa, acho mais provável um empate.

Assim, acredito plenamente que nas próximas quatro rodadas consigamos marcar oito pontos pelo menos. Isso nos levaria a doze pontos em sete rodadas, insuficiente para a média de um time campeão, que é a de dois pontos por partida, mas talvez até no bolo de cima, o que para nós é uma excelente projeção. É muito difícil para mim, enquanto torcedor do Fluminense Football Club, achar natural esse tipo de ambição, mas a realidade é essa, queiramos ou não. Mas não importa o que vai acontecer dentro das quatro linhas se a equipe continuar demonstrando ser competitiva, se esses jovens atletas tricolores deixarem até a sua última gota de suor em campo. Só o que a torcida quer é acreditar. Enquanto vocês nos derem razões para acreditar, não vamos jogar a toalha ou entregar os pontos. O público de hoje já foi melhor, mesmo sem a diretoria fazer a sua parte. A tendência é melhorar.

Todos nós, tricolores, temos uma missão a partir de agora. Já sabemos das teimosias do Abel, já sabemos da falta de peças experientes e qualificadas, já sabemos das lambanças dos gestores. Mas esse time tem alma, tem garra, tem raça. Os caras não desistem, vão em todas as bolas, fazem o que tanto quisemos ver em campo durante alguns anos em que medalhões desinteressados trajavam nosso manto. Nossa missão é acreditar, apenas isso. Vá ao estádio se puder, vaie se tiver que vaiar, mas nunca perca a certeza de que seu time vai jogar um futebol competitivo, para ganhar, mesmo que não ganhe. Mais do que nunca, é essencial que a gente acredite. A mídia maldita não acredita. Fazem da nossa vida uma guerra infinita de más notícias, e nem na semana em que vencemos heroicamente o timaço do Cruzeiro tivemos paz. Chega de passar recibo pra esses caras. A hora de levantar o estandarte chegou.

– Curtas

– O gol do São Paulo foi de uma sorte sem tamanho. Em circunstâncias normais, jamais teria saído. Travessão e Júlio César rebateram a bola para o meio da área (nosso goleiro fez um defesaço, de puro reflexo, mas não conseguiu jogar pra fora) e sobrou pra um deles, livre, marcar. É difícil até culpar a zaga, devido à velocidade do lance, mas não dá pra deixar os caras confortáveis pra finalizar três vezes de forma fatal em sequência, né?

– Frazan não dá. Que entre esse Luan Peres, já que o Reginaldo se foi para a Ponte.

– Não é exagero dizer que as traves foram os personagens principais do jogo. O Flu perdeu pelo menos dois gols por conta dos postes, e o São Paulo, um.

– Como vibra o garoto Pedro. Não retiro uma vírgula do que já falei a respeito dele (inclusive, no meu início no Panorama, eu já defendia que ele fosse integrado aos profissionais), mas é impossível não reconhecer que ele tem sido decisivo. Que continue marcando seus gols e levando o Fluminense às vitórias e à conquista de pontos.

– Robinho ressuscitou dos mortos para dar uma ótima assistência. Abel disse na coletiva que tanto ele quanto Pedro eram jogadores “frios”, e que isso tinha que mudar. Ele disse também sentir que Robinho (assim como Pedro) está mais competitivo. Que bom, espero que seja assim e ele melhore seu desempenho. O Fluminense só tem a ganhar com isso.

Panorama Tricolor

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Imagem: alo

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