Outras palavras (por Paulo Rocha)

Foi com ansiedade que aguardei a entrevista concedida por Paulo Autuori, transferida de quinta para sexta –feira em razão de uma operação policial na CDD, comunidade vizinha ao Centro de Treinamento Pedro Antônio. Esperava ouvir, senão o nome de reforços, a notícia de que a diretoria está trabalhando para, logo, nos dar boas notícias. Contudo, nada disso ocorreu – como eu previa, ou melhor, temia.

O que se viu foi mais uma defesa ao atual presidente do Fluminense, apontado como homem íntegro, sério e honesto. Não discordo que o seja, mas a torcida tricolor está mais interessada em outras coisas. Principalmente numa semana em que o clube perdeu aquele que era seu mais significativo jogador atualmente para ninguém menos que o arquirrival.

A sensação que passa é de que toda a torcida do Fluminense está sendo feita de idiota. E, definitivamente, não somos idiotas. A invasão à sessão do Conselho Deliberativo foi apenas uma pequena amostra de que coisas mais sérias podem vir a ocorrer. O momento atual está tirando do sério, e nem todo mundo sabe se controlar, somos seres humanos, movidos por uma paixão.

Ao colocar Autuori, com sua voz de locutor de rádio, para servir de bombeiro, a atual direção do Fluminense mandou mais uma bola para fora. Deus me faça queimar a língua e que, semana que vem, o clube anuncie três reforços. Aí sim, eu poderia escutar esporro, lição de moral, o cacete a quatro que mesmo assim estaria feliz.

A grande bucha desta história toda é o Abel. Sinto pena dele, pois todas as merdas que fazem no Fluminense hoje em dia caem na sua conta. Sim, pois ele bota a cara e fala com o coração. Transmite sinceridade. Nosso treinador merece todo o crédito. Pede que falem bem do Fluminense e está certo, pois o verdadeiro Fluminense que conhecemos não é isso que estamos vendo.

Panorama Tricolor

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Imagem: paro

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