Os desafios do Tricolor (por Aloísio Senra)

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Tricolores de sangue grená, desta quarta até o final do mês faremos pelo menos três partidas decisivas, que servirão para orientar quais serão nossas aspirações para o resto do ano: este jogo contra o Goiás, pela Copa do Brasil; o jogo de sábado, contra o Vasco, pelas semifinais do Campeonato Carioca e o jogo de quarta-feira que vem, pela Primeira Liga, contra o Brasil-RS. Todos eles valem vaga para uma outra fase. Na Copa do Brasil, as oitavas de final. No Cariocão, a finalíssima; e, finalmente, pela Primeira Liga, passaríamos às quartas de final. Não há jogo fácil e esta mini maratona acontecerá num momento não muito favorável, em que teremos desfalques diversos em cada jogo.

Contra o time goiano, precisamos reverter no Maracanã o resultado do jogo de ida com uma vitória simples e não sofrer gols, já que o “assalto a apito armado” nos fez vítimas mais uma vez (já havia sido assim no “amistoso” contra o Botinha no fim de semana anterior). Eles virão para jogar na retranca, pois o empate os favorece e, no fundo, eles sabem que somos muito superiores. Estaremos sem Diego Cavalieri (expulso no último jogo), sem Renato Chaves, que recebeu o terceiro cartão amarelo, e sem os lesionados (Henrique Dourado e Gustavo Scarpa). Nosso time enfraquece bastante sem esses jogadores, mas ainda é possível vencer por mais de um gol de diferença. Confio na classificação.

Contra o Vasco, temos a vantagem do empate para passar à final. Cavalieri e Chaves voltarão, o que encorpa mais o nosso time. Não sabemos ainda onde será realizado este jogo por conta do eterno imbróglio sobre o lado a ser ocupado no Maracanã. O filho do Eurico está seguindo os passos do pai na arte de falar asneiras e prevejo que teremos novos capítulos nesta novela. Seja na nossa eterna casa ou no nosso salão de festas, a verdade é que, em que pese o bom trabalho de seu novo técnico, o time do Vasco é o mais fraco dos quatro grandes cariocas. Tem tradição, tem camisa, e pode até vir a nos vencer, mas se fizermos uma partida correta e o Abel não errar a mão nas substituições, temos tudo para chegar à decisão do título.

E ainda, na quarta-feira que vem, no Giulite Coutinho, a partida pela Primeira Liga contra o Brasil-RS, após um hiato de quase três(!) meses na competição. Não sei, sinceramente, como será a formação para esta partida. Entendo que deveríamos colocar o que temos de melhor em campo, mas tanto Abel como a diretoria já sinalizaram que tratam a competição como secundária. Eu discordo e penso que devemos jogar pra ganhar a Primeira Liga. Somos os únicos campeões e seria ótimo se permanecêssemos assim. Porém, eu acredito que só mandaremos a campo os titulares em caso de derrota para o Vasco e eliminação do Carioca. É provável que nosso técnico use um time misto contra a equipe gaúcha. Precisamos vencer, pois estamos empatados em tudo com eles. Embora na tabela estejamos à frente, pode ser que o desempate se dê por algum critério capcioso. Eu não arriscaria jogar pelo empate.

Nosso time titular ainda é bom, mesmo com os desfalques, mas já começa a dar alguns sinais de cansaço tático. O Fluminense que não perdia para ninguém já acumula quatro derrotas esse ano (em que pesem os fatores atenuantes) e perdeu as duas últimas. Nos próximos compromissos vamos de Diego Cavalieri (Júlio César); Lucas, Renato Chaves (Nogueira  ou Reginaldo), Henrique e Léo; Orejuela, Wendel e Sornoza; Wellington Silva, Richarlison e Pedro (Lucas Fernandes). Que sejam o suficiente para passarmos incólumes por esses três ordálios e seguirmos em frente rumo às glórias que tanto desejamos.

Curtas:

– Simplesmente bizarra a tranquilidade no rosto de Aylon ao confessar que se jogou no lance do pênalti a favor do Goiás na quinta-feira passada. Não sei como as pessoas conseguem achar esse tipo de coisa normal. Fosse o futebol impoluto, o gol seria anulado a posteriori e o resultado de empate seria estipulado. Será que alguém será punido?

– Por falar em punição, parece que não, já que Sr. Marcelo Aparecido de Souza apitou novamente no fim de semana na semifinal do Paulistão, ignorando pênalti claro de Prass em cima de Pottker, em jogo vencido pela Ponte Preta por 3 a 0. Ainda bem que a Macaca foi competente e o erro provavelmente não terá grandes consequências.

– Tricolores, não há como não fazermos a nossa parte agora. Temos que abarrotar os estádios e cantar a plenos pulmões para empurrar nosso time às vitórias. O duelo contra o Goiás está com preços convidativos. Eu já garanti o meu ingresso. Espero vocês lá.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: alo

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