O que vem pela frente (por Lucio Bairral)

IMG_20141116_202622Mais uma vitória, dessa vez contra o virtual rebaixado Botafogo.

Esse descenso soma-se aos anos de 86, 99 e 2002. E o clube da estrela solitária só disputou a série B no último ano.

Em 87 virou a mesa criando a Copa União e em 2000 a João Havelange. Mas quem “vira a mesa” pra grande mídia é o Fluminense.

É de uma hipocrisia sem tamanho. Seria cômico, se não fosse trágico.

Mas, voltando a falar do Fluminense, jogamos mal. A vitória mascara alguns defeitos que temos. Defeitos esses na formulação do elenco.

Onde o “premiado melhor gestor de futebol profissional” Rodrigo Caetano trabalhou por anos e não fez nada diferente do “antiquado” Paulo Angioni. O que muda no resultado do trabalho dos dois no Fluminense é o salário.

Esse jogo de sábado passado, contra um time fechado que apenas aguardava uma falha, escancarou isso pra quem quisesse ver. Falha, diga-se, que aconteceu. E o Carlos Alberto não soube aproveitar. Que bom pra gente.

Fora o belo gol do Edson, o Fluminense mostrou uma dificuldade enorme para furar o bloqueio bem feito pelo Vagner Mancini. Dificuldade por não termos jogadas de contra-ataque com um atacante veloz.

Não é possível que não consigamos ter jogadores de velocidade nesse elenco! E os que temos, todos da base, são sub-utilizados.

Continuamos na luta pela vaga na Libertadores. Mesmo com praticamente todos os adversários diretos também tendo vencido seus jogos.

O que se mostrava difícil de conseguirmos em cinco jogos, teremos que tentar em quatro. Chapecoense, Sport, Corinthians e Cruzeiro.

O confronto contra os paulistas tem pinta de embate direto pela vaga. Desde que vençamos os dois primeiros, claro. Senão, poderá ser um mero amistoso.

Precisamos, com a vaga ou não, a contratação urgente de dois laterais e um atacante veloz.

Renovações do Cavalieri e Gum, somadas às acertadas contratação dos bons Guilherme Mattis e Edson, se mostram necessárias.

Junto, é claro, com a liberação de Diguinho, Carlinhos e outros que, agradecemos tudo o que fizeram nos últimos anos, já enceram o ciclo com a camisa tricolor.

O ano de 2015 é a vez e a hora da garotada de Xerém mostrar seu valor. E o Campeonato Carioca é um bom lugar pra isso. Desde que a nossa diretoria não resolva emprestar Michael, Samuel e outros dos nossos valores.

É a hora deles vestirem nossa camisa. E mostrarem, nos profissionais, o que mostram na base.

Confiem e os títulos virão.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

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