O Fluminense rumo ao topo da tabela (por Crys Bruno)

Oi, pessoal.

Os enigmas do futebol concentram-se muito mais no extracampo do que decisões de táticas e escalações. Entendo que escalações estapafúrdias, substituições inacreditáveis, inclusive para meu sobrinho Matheus, de cinco anos, nos confundem, nos preenchem de dúvidas, desânimos e receios.

A cada ano, e conhecendo Abel Braga com propriedade, já por seu “casamento” com nosso clube, 2017 está começando a nos levar mais para os negócios, leia-se: relação de empresários ávidos de vender o jogador versus uma diretoria igualmente ávida nesse desfecho, embora com o olhar maior que o da China.

O Fluminense, falido como o Estado do Rio, por Peter Siemsen (padrão Sergio Cabral), tornou-se um clube revelador de jogadores para a venda, assim como Santos, São Paulo e Internacional, nos últimos anos.

Natural. Ficamos com o raspa tacho e isto é geral no continente sul-americano. A questão é saber vender, o valor, o momento e, principalmente, o trabalho na recomposição do menino que se foi.

Para isto, um padrão de jogo e crias de jogadores formados com as mesmas características e/ ou nível de qualidade. Temos lá: Orejuela, Wendel e Douglas. Temos Gustavo Scarpa, Sornoza e Welington Silva; temos Richarlison, Calazans e Matheus Alessandro.

Na lateral, apesar de criticado aqui, Léo é mira certa para os europeus porque lá, lateral é mais defensivo. Aqui, são transformados em pontas ofensivos. Léo, alto, ágil, num trabalho de jogo aéreo e desarme, cresce em qualquer time médio dos principais clubes de lá.

Aqui, não se faz mais isso. Os meninos chegam deficientes aos clubes sobre vários recursos básicos de sua posição. É zagueiro que cabeceia de olho fechado; lateral que não sabe cruzar; meio-campo que arranca ao ataque e ao tocar, abaixa a cabeça; atacante que não sabe finalizar…

Nas divisões de base, os preparadores físicos não são os indicados ao treinamento para o aprimoramento de excelência que se precisa realizar com êxito acerca da formação atlética. Ganhamos correria – imensas lesões musculares – mas perdemos na técnica.

Por isso, na vitória apertada, mas maravilhosa, sobre o Rubro-Negro baiano no sábado passado, ao ver que Abel escalou Renato à frente de Lucas, como atacante aberto, me espantei.

Embora seja elogiável a barração do ídolo Cavalieri que tem falhado em jogos primordiais (segunda partida do Carioca e eliminação para o Grêmio), impossível não lograr o que se passou para Abel tomar as decisões sobre Renato e das substituições.

Hipoteticamente, quem acompanha futebol sabe que nesse período pré-janela para negociação interfere no ambiente e na cabeça de jogador A ou B.

Pode ser isso que nosso comandante, numa partida de risco, já que o Vitória, perdendo de 2 a 0, cresceu no jogo, colocando seu ‘Welington Silva”, o Neílton, diante de nossa zaga lenta com Reginaldo, diminuiu e dominou a partida.

Matheus Alessandro entrou muito bem. Mas a lógica não seria pôr o Calazans, mais rodado esse ano, num jogo de risco pelo placar? Tivemos sorte de Pet escolher o Cleiton Xavier, mais distribuidor, e a saída dele ter diminuído em qualidade a distribuição de jogo, o que fez Orejuela e Wendel retormarem a meiuca com Scarpa.

Então, tira Richarlison que, mesmo cansado, dava mais canseira ao adversário e coloca o inócuo Marcos Jr. O lado bom foi ver Henrique Dourado encarnar o leão do companheiro camisa 77. A perda do Wendel também assustou, e extremamente! Luiz Fernando compôs como segundo homem, porque cabe à categoria e frieza de Orejuela fazer o primeiro volante, o guardião da zaga.

Nesta terça, se jogarmos como enfrentamos o Vitória, contra o Atlético-PR, ainda sem Douglas, Sornoza, Welington e Orejuela, não gostaria de ver Abelão inventar em vez de simplificar, mantendo a velocidade e o drible na criação e lados do campo, com Calazans (não, Renato), Wendel e Scarpa (centralizados) e Richarlison na esquerda, revezando com Calazans.

Na proteção, sem meu Príncipe da Categoria da Camisa 18, Luiz Fernando de primeiro volante. E para cima deles, porque nossa velocidade, intensidade e ofensividade com a molecada boa de bola, pode encurralar o adversário na defesa, sem que a defesa fique exposta com a marcação alta e posse de bola que mantém o time organizado e ganhando a segunda.

Ao Maraca! É noite pela liderança.
Vamos, minha molecada: estamos juntos!

PS: Renato, não, Abel…

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @CrysBrunoFlu

Imagem: bic

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