O Fluminense e suas fases (por Erica Matos)

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“É pena, eu sei, amanhã já vai miar… Se aguente,
Que lá vem chumbo quente!”
(Mulher de fases – Raimundos)

Tivemos uma semana quente, cheia de surpresas e fortes emoções.

Na segunda-feira à noite soubemos da “saída” de um gaúcho, mas particularmente achava que, na quarta-feira, os gaúchos é que nos mandariam para fora da Copa do Brasil, o que para minha surpresa e alegria não aconteceu.

Aqui mesmo, em colunas anteriores disse que não queria a Copa do Brasil, pois acho que não temos condições para disputar a Libertadores ano que vem. Se eu continuo achando? Mentalmente sim e sentimentalmente não.

Torcedor apaixonado é assim mesmo. Sabe das coisas erradas que acontecem dentro do seu clube, tem a noção técnica de até onde se acha que dá para chegar, mas quando o jogo começa, meu irmão, a verdade é que isso tudo vai por água abaixo.

A razão acaba e a emoção toma conta. Viramos aqueles namorados que são cegamente apaixonados.

E esse tal de mata-mata? Meu Deus! Que saudade que estávamos dessa emoção de saber que é tudo ou nada em noventa minutos, não importa o que tenha jogado antes ou depois, o que interessa é que você está ali, disputando vaga para uma semifinal e ponto.

Na quarta-feira fomos presenteados com uma noite que há tempos não tínhamos com nosso time. Eliminar o Grêmio na Arena foi de arrepiar.

Eles disseram que só uma catástrofe faria o Fluminense ganhar lá e eu só pude “lamentar” pela mídia gaúcha egocêntrica. Sim. O estádio estava todo azul, preto e branco e quem ganhou foi o verde, branco e grená.

Aí, aqueles mesmos torcedores que nem queriam saber de Copa do Brasil (tipo esta que vos escreve), estão contando os dias para ir até São Paulo, no jogo contra o Palmeiras. Dá para entender?

Se somos de fases é porque o futebol – e principalmente o Fluminense – tem sido de fases.

Semana passada chorei com medo do rebaixamento, pois vi nitidamente um 2013 presente. Esta semana fiquei em êxtase, pois vi um 2007 chegando. E aí? Como administrar isso nos nossos corações e mentes?

Amanhã temos um jogo de suma importância pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, onde precisamos ganhar do Santos na Vila Belmiro. Tem torcedor dizendo que vamos largar o Brasileirão por causa da Copa do Brasil.

Sim! Eu apoio, caso consigamos 9 pontos até 28 de outubro, que parece que é a data do jogo contra os porcos.

Do contrário, nada disso.

Quero respirar aliviada na competição que é o carro-chefe no nosso futebol e também poder viver a emoção da Copa do Brasil.

Ai, ai. Esse Fluminense é muito amado mesmo né? Cheio de ziqueziras internas, cheio de problemas obscuros e consegue nos deixar como eu terminei o jogo na quarta: no chão!
Mas isso é mérito do Fluminense eterno, aquele que independe de jogador, diretoria e politicagem imunda. O Fluminense que nos deixa no chão por amor e paixão é o mesmo que nos faz ser muito mais importantes do que qualquer fulano, seja o que tenha cargo A ou B lá dentro das Laranjeiras.

Vamos que vamos, porque a chapa esquentou e espero que engatemos para três vitórias no Brasileirão. Depois vamos lá sofrer, gritar e quase enfartar na semifinal da Copa do Brasil.

“Meu filho, aguenta.
Quem mandou você gostar
Desse futebol de fases?”

Panorama Tricolor

@PanoramaTri   @Erica_Matos

Imagem: em/pra

CAPA O FLUMINENSE QUE EU VIVI AUTÓGRAFOS

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