Nós somos a pedra em três cores (por Ise Cavalieri)

Entre trancos e barrancos, altos e baixos, vamos chutando as pedras. O problema é quando nós mesmos a colocamos no meio do caminho.

Praticamente todo jogo é a mesma agonia: a hora que não passa, o chefe que não libera e o transporte que atrasa, mas o sentimento é tão maior que tudo isso que sempre damos um jeitinho, seja a caminho do estádio ou de uma televisão qualquer pelo meio da rua. O que importa nessa hora é acompanhar.

A bola rola e o que poderia ser um pouco mais tranquilo acaba sendo transformado em mais uma preocupação. É o Fluminense surpreendendo em partidas difíceis, mas é o mesmo time transformando um jogo tecnicamente fácil em dor de cabeça.

Acreditar, sempre acreditaremos; difícil é encarar um 8 ou 80 em campo, os três zagueiros, as substituições de seis por meia dúzia e algumas que mudam negativamente a postura em campo.

O Nacional entrou na partida sedento por resultado, atacou e manteve a postura mesmo após o nosso gol, além de não se fechar mesmo diante do empate. Enquanto isso, o Fluminense balança a rede, logo se acomoda, chama o adversário para o jogo e toma o gol de empate. A postura ofensiva que se perde em poucos minutos.

Difícil é entender a cisma com o velho esquema falido. Ter a oportunidade de colocar mais um atacante, após a saída do Gum, mas optar erroneamente por manter três zagueiros, além da substituição de Sornoza.

As nossas deficiências parecem não ser suficientes: saiu técnico, entrou técnico, a teimosia não muda. Qual o motivo de se manter um esquema que todo mundo já viu que não dá certo? O que poderia ter sido decidido, com folga em casa, levará mais 90 minutos… 90 minutos de aflição até o resultado final. Haja coração sadio!

Difícil, muito difícil, porém não impossível; se temos alguma chance, devemos lutar por ela. Dizem que a bola pune quem se acovarda e, se queremos ir mais longe, é o momento de deixar de lado a mesma visão de esquema e jogo. Arriscar é preciso.

Se ainda resta algum obstáculo no meio do caminho, ele se chama Fluminense. Ninguém é tão assustador quantos os nossos próprios erros. A questão é mudar enquanto ainda é possível. Assim seja.

Panorama Tricolor

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