Mete, Flu! (por Alva Benigno)

BRUTÃO

Onze da noite, Esmeralda no sono depois de um sexo intenso, o velho Chico da Zanzi em sua nova e inesperada fase, vendo filme de sexplícito na TV, batendo papo com garotinha no Whatsapp e gozando a vida. Mas nem tudo muda sempre e, por isso, lá vem mensagem no smartphone:

– Oi, Zan, tudo bom? Tá sumida, mona. Tou sentindo tua falta. Seguinte: queria conversar com você sobre o Agenor Barbixota, aquele boy da revista de fofocas fechada com o Agui. Tive acesso a alguns áudios dele e de seus comparsa$. Não sei se você ficou sabendo, mas estão com raivinha do blogueiro comunista tricolor, caldeirão de emoções e, mesmo sabendo das tuas opções políticas que tanto admiro, como se trata de um bofão maravilhoso eu acho que deveria te participar disso. E queria saber também sobre o lutador careca. Como estão as coisas?

– Pra começar, mona é minha pica dura na tua orelha, Filhete. Mona é o caralho. Já te falei pra parar com essas porras. Eu mudei, cacete, tenho uma nova vida, um novo estilo e é claro que você não ia me encontrar. Seguinte: fiquei sabendo do comuna sim, de quem discordo politicamente, mas é um homem de fina estampa que merece meu respeito. Deixa essas bonecas barbadas escreverem o que quiserem, elas morrem sozinhas afogadas na própria purpurina. Não tenho visto o lutador, mas sei que ele está no blog dos comunistas também, anda levando cantadas, é também um homem de respeito. Já tivemos nossas diferenças, mas hoje sabemos respeitar nossos espaços. Pretendo em breve chamar ele para tomar um drink e conversarmos numa boa , em nome de Deus, da pátria e contra a corrupção.

– Olhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Kkkkkkkkkkkkk.

– Ô, débil mental, vá tirar teia de aranha da buceta da tua bisavó. Eu quero conversar com o lutador numa boa, no respeito, na paz. Se você está pensando em pederastia, que a guarde para si e faça bom proveito. E vê se para com essa porra de kkkkkkkkkk que isso é coisa de retardado, embora você seja mesmo. Vá arrumar uma mulher ou homem porque tá tarde. Esta semana conversamos. Abraço.

– Tá bom, brutão. E tira o olho do meu caldeirão. Rárárárá.


A GUERRA DA BARBIXOTA

Agenor Barbixota edita uma revista de fofocas tricolores e é blogayro nas horas vagas. Ávido por poder e prazer, justiceiro do tititi no melhor estilo Batman anos 1960, encontrou no blogueiro comunista do caldeirão um grande inimigo no discurso político do club, mas no fundo, no fundo mesmo in too deep, deepeche mode, a grande questão é que o pretenso malandro da cara peludinha é fechamento fechadérrimo come-na-mão-e-muito-mais de Agaynaldo Happybath, o grande – e esquisitérrimo – desafeto major de Chiquinho Zanzibar e eterno candidato a Queen Elizabeth das Laranjeiras. Por sua vez, AG nutre verdadeiro ódio pelo blogueiro comunista do caldeirão na terra em que, se plantando, laranja dá. AG já está em plena campanha subterrânea para 2022, que ainda só não decolou porque depende de um componente essencial: o time do Flu ir mal pacarai. Tudo parecia “correr bem” com a perda do título carioca e a derrota para os Beatles di Montevideo, mas a vitória sobre o Santos deixou os profetas do caos um tanto broxinhas. Aí o Grêmio venceu e a curriola já comemorou. De toda forma, o plêier político já tem lançado slogans nas internas, tais como “Democracia já: sauna para todos”, “Nem vem que não tem: meu craque é Frankenstein”, “Meu blogayro é o terrô (sic)”, “Meu camisa 9 faz sobrancelha sim”, “Analflubetos com orgulio (sic)”, “Por um mundo com mais CNPJs” e a clássica “Não sou não! Nãooooooooo!”. Estranhão, mas nem tanto.

Barbixota também tem uma questão pessoal: não engole (embora não tenha cuspido) o fato de ter sido temporariamente impedido de fazer seu programa de fofocas em Orange Center City por certo tempo, sob a acusação de ser chiliquenta, torcer contra o Flu e promover o ódio entre tricolores. Chegou a ser defendido inclusive pelos malditos comunistas tricolores, como boa bisca que não é, ao ver que os vermelhotes malditos de merda não encampariam seu candidato-o-o-ó ao pleito do club (sem deixar a blunda de lado), pulou fora e mostrou todo seu rancor por não colocar a boquinha onde mais desejava. Uma de suas frases ficou famosa: “Só fico em grupos do Fluminense por trabalho$, like$, projeto$ e programa$”. No entanto, teve uma crise de pelancas pelanquérrimas quando um interlocutor replicou: “Você faz duas horas por 100 reais?”. Na verdade anda preocupado mesmo é com a queda de odiência que vem tendo em seu stand up gossip show, de tanto surrar os espectadores e leitores com caozadas vis de norte a sul da terra onde, em se plantando, laranja dá.

Perguntei a Big Fat Andel, king diamond deste blog e consequentemente meooo editorrrrr, sobre o que achava destas histórias todas, envolvendo desafetos seus e também amigos. A resposta foi direta: “Qualquer foto do belo traseiro da cantora Anitta tem mais importância do que todos estes caça-likes e suas opiniões juntos; sem o Fluminense como meio de autopromoção, eles não passam de famosos ‘quem?’”.

(milhões de láiques)

DELÍRIO ZANZIBARIANO DURANTE A SONECA

O fato de estar num novo patamar erótico de sua vida não impede Chiquinho Zanzibar de recordar suas admirações e pecadinhos. Para driblar qualquer eventual deslize gay, ele larga o smartphone, volta a ver o filme de sexplícito na TV e começa subitamente e buscar o gozo por seus próprios meios. Rapidamente chega ao clímax e ri de alegria vendo a imagem feliz da atriz na tela. Levanta, vai ao banheiro tomar um banho para dormir de vez, e em certo momento da ducha faz a brincadeirinha do sabonete que quer ser supositório, mas corta a onda na moral – agora ele é machinho e pronto.

Veste o robe grená, volta para a cama, emplaca um peidão libertador – nem tudo muda – e se deita ao lado de Esmeralda. Começa a cochilar. E rapidamente tem um sonho – ou pesadelo, conforme o gosto do cliente. No passado, a ex-tia velha ficaria ensandecida de tesão, mas em 2017 a cena é repugnante para um quase neo-homofóbico, por mais absurda que esta construção seja.

Chiquinho se vê com seu robe rosa e um bandeirão tricolor em seu pescoço, como se fosse um super-herói do sexo. Debaixo dele está um rapaz delgado, em posição passiva, muito parecido com o guitarrista Kirk Hammett do Metallica (e é claro que eu sei disso, mas  o idiota do Chiquinho não tem a menor ideia do que seja o Metallica) sendo penetrado lentamente e urrando de prazer palavras ininteligíveis, até que em certo momento explode ao sentir a carne rija da piroca de Francisbar, o pano do robe e o roçar do bandeirão:

– METEEEEEEEEEEEEEEE, FLUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU! METEEEEEEEEEEEEEEE, FLUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU GOSTOSOOOOOOOOOOOOOO! NOSSAS PUTARIAS TÊM QUE CONTINUARRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!

O berro é o sinal para Chiquinho acordar assustado, suadíssimo e, quem diria, gozado. Ele olha para Esmeralda em sono profundo, olha para o teto e finalmente não consegue mais represar a velha risada caótica que o Brasil consagrou. Era um pesadelo sim, mas já fora sonho e dos bons. Loucurinhas!

O INESPERADO

Antes do sono final, Chiquinho Zanzibar decide não tomar outro banho, só para se sentir minimamente nos velhos tempos. Resolve dar a última espiada no celular. E encontra a seguinte mensagem:

“Oi, Francisco, será que a gente poderia ter um encontro para tomar um drink e conversar numa boa? Tenho alguns planos para o futuro e você está neles. Saudações tricolores”.

O remetente era ninguém menos do que o grande desafeto Agaynaldo Happybath.

O neo-homofóbico perde o sono, mas não por muito tempo. Dois minutos, talvez.

SEXO MATINAL

Esmeralda nem sabe o que dizer: mal acorda e Chiquinho está atrás dela em puro cio. A brincadeira acontece numa nice, mas aí surge uma situação inesperada: o peido. Sim, o mesmo peido que para o velho Chico é libertador, naquele momento de pós-gozo vira um inacreditável desodorante de futum peniano. Nosso herói vai para o banheiro, tenta tirar o fedor de todo jeito, mas a cheirerda não é fácil de ser removida. Esmê ri sem graça.

Os delírios do sonho-pesadelo voltam à mente do velho safado debaixo do chuveiro.

CERTAS COISAS NUNCA MUDAM

Chiquinho Zanzibar tinha amanhecido mais machão do que nunca. O tesão matinal continuou, mesmo depois da mijada. Queria mulher, e gostosa, chega de Esmeralda. Madame Sascha era quase uma namorada, uma transa prazerosa. Não havia dúvida sobre quem estaria em seu caminho de virilidade do arrebol. E queria dar uma lição erótica em Barbixota.

Madame Sascha topou a pegadinha tesuda. Durante alguns jogos no Maracanã, ela ficaria ao lado do metido a dar furos. Insinuante, morderia os lábios e lhe piscaria os olhos. Em plena decisão, seria certeira.

Lhe convidou, ao pé do ouvido, para uma noite daquelas. “Venha com disposição, que vai ser um Mete Flu danado.”

No endereço previamente marcado, a mesma mansão vetusta que servia de bingo clandestino para os amigos de Chiquinho Zanzibar, daqueles que adoram estourar champanhe golpista na sede do clube, o safadérrimo chegou. Happybath também havia provado daquele cenário de devassidão e gostado em algumas ocasiões.

O ambiente cheirava a sacanagem, sexo puro do trio. À meia luz, Madame Sascha o esperava ao som da bossa das cantoras do rádio. Uma enorme cama king size com lençóis de seda grená reinava no meio do salão​.

Ela exigiu que tirasse as roupas. Chico mostrou-se​ ereto, muito afim daquela tão sonhada foda, que poderia lhe render muitos furos de reportagem e a ansiada fama de machudo.

Porém, Madame fez uma última exigência ao mancebo: que raspasse o cavanhaque, todinho. Estava com a mão apertando seu falus erectus com força, o que o fez não negar. O dito cujo saiu do vetusto banheiro com o cheiro da loção escolhida por Chiquinho Zanzibar, mas que acreditava ser da safra de Madame Sascha.

Chegando ao salão, depara-se com ela de quatro, com Chiquinho Zanzibar lhe engatando.Não entendeu nada.

Chiquinho gargalhou caoticamente, e lhe disse que percebia o olhar de tesão de Barbixota ter aumentado, com o arregalar dos olhos. Então disse: “Você quer participar? Sei que sim. Vem aqui, e chupa esse cu gostoso.”. O malandrete não titubeou. Chiquinho Zanzibar desengatou e liberou o furo. Seria o fim da era machona? Nem tanto.

Quando o novo imberbe tentou abocanhar a cloaca do velho safado, tomou um cigoroso jato quente de bosta pastosa quase queimando seus maxilares. Chiquinho Zanzibar subitamente apertou o botão do smartphone e soltou a gravação clássica da gargalhada do lutador careca. Um momento de puro ecstasy. E disse: “Toma teu furo da Operação Caga Jato, seu pseudo malandro de merda. Agora, pode falar as porcarias das fofoquinhas do clube com propriedade. Agora, Barbixota, taí seu ex-cavanhaque cheio de cocô pastoso bem fedido. Goza com a boca cheia de merda que eu quero ver. Goza, cuzão filho da puta!”

Completamente sem graça, com o pau completamente à meia bomba, o rosto cagado e fedido, sob a pressão de Chiquinho Zanzibar e a gargalhada lancinante do careca, golfou uma porrinha humilde, bem rala, praticamente em gotículas. Um gozo de rapazote semivirgem.

Madame Sascha vaticinou ensandecida: “Bebê, senta, chora e veja como os adultos fodem e gozam.Mete Flu é o caralho; aqui você é Flu metido.”

Cuspindo caroços de milho e feijão, Barbixota vai para o cantinho do pensamento, chorando, com o sorriso do cocô fedido e liquidificado, a face desolada de bosta, com Chiquinho Zanzibar assumindo o posto de machão que lhe era de direito, suprindo os desejos eróticos de uma mulher dada. O velhote porco e depravado a tudo vence. A risada caótica explode certeira como um grito de gol. Safada, Madame Sascha também gargalha.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: ab

#LiteraturaLGBTdeFutebol

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