Pelo direito de ir e vir (por Ise Cavalieri)

Mais uma página do diário de um torcedor; pena que essa página não é das melhores. Parece que toda a demonstração de coirmandade, por ocasião do desastre com o avião da Chapecoense, já chegou o fim.

Por um momento, a mídia que noticiou várias formas de solidariedade, hoje volta a noticiar a marginalidade que ronda nas horas que deveriam ser apenas de diversão.

Dia de jogo é sempre o mesmo cronograma: conferir o local de jogo dos times rivais e possíveis caminhos dos mesmos, afim de evitar (ou diminuir as chances) de emboscadas por bandidos que se dizem torcedores e que, além de sujar nossa imagem, põem em risco a vidas inocentes.

Aonde iremos parar?

Andar com a camisa do seu time, que deveria ser motivo de orgulho, hoje é motivo de medo. Você vai para os jogos assistir seu clube de coração, reencontrar amigos, se divertir, mas no fundo, com a incerteza se irá voltar em segurança.

O que se perde? Vidas! E o que se ganha?
Lágrimas das famílias ao saberem que seu ente não voltará mais pra casa?
Que tipo de ser humano deseja esse troféu pra si?

Quem vai ao estádio no intuito de inibir, machucar e até mesmo matar, não pode receber outro nome a não ser o de marginal. Torcedor de verdade é quem apoia o time nas vitórias e derrotas, respeitando acima de tudo o outro.

Sai ano, entra ano e ainda tomamos de lavada quando o assunto é a violência no futebol, além de, claro, contarmos com a impunidade.

Até quando?

Até o jogo de vingança ser posto ao fim?

Torcida A que age de covardia com B; Torcida B que, no confronto seguinte, age de forma mais monstruosa do que a torcida A. E assim seguimos com esse bola de neve. Somos donos um troféu no mínimo vergonhoso para um país que, um dia, foi respeitado pelo esporte, é o Brasil batendo sempre o recorde de mortes causadas pela violência no futebol.

Rivalidade deveria ser motivo apenas de brincadeiras e só.

Pela paz nos estádios e pelo direito de torcer em segurança!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @isefinato

Imagem: fin

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