Internacionalização da marca (por Zeh Augusto Catalano)

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Internacionalização da marca.

Recebi este folder num evento da AmCham de Brasilia, do qual foram patrocinadores.

O Boca Juniors, por meio de um sistema de franquias, está ocupando um espaço dentro do Brasil relegado a segundo plano pela inércia de nossos clubes. Não estou sequer mais falando de se ter um fluminenseargentina.com.ar ou um fluusa.com. Estou falando de termos, como eu já vejo, uma legião de pequenos torcedores do Boca em Brasília perambulando por todos os cantos. Tantos quantos dos maiores times locais: Chelsea, Real Madrid, Barcelona, Arsenal, Paris Saint Germain.

Dentre os serviços ofertados, treinamentos para adultos e até concentração com o time, na Argentina, na Casa Amarilla. Já ouviram falar de qualquer coisa parecida aqui no Brasil? Conhecem algum programa que permita que você pague e vá se hospedar e concentrar com o time? Não, né?

Já falei disso aqui algumas repetidas vezes. O problema só se agrava. Training camp do Espanyol de Barcelona na praia de Ipanema. Time de terceira linha da Espanha. Garimpando no Rio de Janeiro, local de onde deveriam vir jogadores para os times do Rio.

Até os anos 80, 90 era muito comum vermos os times brasileiros – principalmente os do Rio – participando de torneios estrangeiros, como Teresa Herrera e Ramon de Carranza. O tempo foi passando e, talvez pelo tal do calendário, foi ficando cada vez mais raro ver times brasileiros atuando mundo afora. Primeiro perdemos espaço fora. Depois dentro. As camisas de clubes estrangeiros custam o mesmo preço das nossas inexplicavelmente caras camisas. E agora, os gringos – que não são só europeus! – estão invadindo nossa praia.

Por isso tudo, é importantíssima a participação do Fluminense num torneio como o disputado nos Estados Unidos. É a tal da internacionalização da marca. Que, como vemos por este folheto, vai muito além da simples participação num torneio.

Fica também claro o vazio deixado em locais como a capital do país, que tem um futebol local incipiente e um público carente de bom futebol. Uma presença forte numa cidade como Brasília significa certamente um crescimento do número de torcedores local. Os clubes brasileiros, como um todo, ignoram o torcedor de fora das grandes metrópoles.

Com isso, ao invés de catequizarmos os gringos, estamos sendo conquistados. Ainda dá tempo de mudar. Mas não vejo no horizonte nenhum sinal de que isso possa ocorrer. Nem o maior time do mundo faz movimento algum neste sentido. Nossos times estão se tornando desconhecidos do público estrangeiro. Como diz-se muito por aqui: urge mudar!

Abraços.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @zecatal

Imagem: Zeh Catalano

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