Hora de acordar (por Ise Cavalieri)

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Não sei se levo tudo muito a sério, mas por mais que tente não me irritar ou me abalar, é praticamente impossível um resultado do Fluminense não influenciar meus dias, pelo menos os que antecedem a rodada seguinte. Segue a  sina de querermos levantar times apáticos.

O Fluminense tem sido como um psicólogo: faz de tudo para levantar a autoestima do paciente, até que ele se convença de que é realmente possível. Só que passamos dos limites e, de psicólogo, também viramos saco de pancadas.

Podem ser derrotas “mínimas” (1 a 0 etc), mas ainda assim são derrotas e que nos custarão caro no final do campeonato. Infelizmente o time tem se perdido nos jogos fora de casa e, por mais que tenha havido novamente influência de arbitragem (falando nisso, cadê a ajuda de fora para que o Alex fosse expulso?), as atuações foram ruins. Contra o Chapecoense parece ter rolado até radinho. Engraçado, não?

Voltando à influência dos árbitros, sabemos que decidem resultados e campeonatos, mas precisamos enxergar além disso; afinal, os temos contra nós desde mil novecentos e o Fluminense foi criado. Não é se acostumar ou aceitar, mas sim parar de achar que a nossa derrota foi apenas por isso.

A grande verdade é que temos perdido para nós mesmos.

Não é a primeira vez neste ano que enfrentamos um time emocionalmente abalado, que havia saído da Libertadores, notavelmente em crise e com o apoio da torcida em baixa. O Inter entrou em campo sob ameaça de invasão no vestiário, o técnico por um fio, sem os principais jogadores etc… Mesmo que jogar dentro do Beira Rio não seja nada fácil, era a nossa hora ideal de tirar proveito e sair de lá com os três pontos na bagagem. Quando deixaremos de ser tão bonzinhos?

Ano passado a culpa era do clima abalado nas Laranjeiras, Celso Barros causando tumulto e a política do clube. Depois da saída da Unimed, todo mundo achava que íriamos cair e, com muito trabalho, estamos conseguindo lidar com toda essa mudança… Logo, qual a causa de tanto mole? Quem será o Cristo da vez para levar a culpa?

E se não fosse o Cavalieri, tirando a falta de sorte no gol que sofremos, teria sido pelo menos uns 4 a 0. O time precisa de uma profunda mudança de comportamento ou vai ficar difícil chegar a algum lugar.

Mesmo com essa baixa no nosso futebol, ainda estamos na disputa e precisamos acreditar. Como torcedores, o que devemos fazer é mesmo apoiar, o que não nos tira o direito, claro, de se revoltar e cobrar de um time que sabemos que pode muito mais, vide a colocação na tabela.

Temos o Vasco como exemplo, colocando cerca de 30 mil torcedores contra o Joinville, em 18º e enquanto nós colocamos os mesmos 15 mil de sempre, e dessa vez nem esses 15 mil têm feito o mesmo peso (garganta) como antes.

Podemos jogar juntos, a soma é simples: a união do time (vontade) mais torcida (apoio) facilitam o caminho dos títulos. Que tal logo mais como o primeiro passo da recuperação?

O que esperamos agora é que essa fase de derrotas se encerre por aqui e que voltemos a brilhar na primeiras posições. Chega de terminar o ano na seca.Vamos pra cima! Acabou a moleza.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @isefinato

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