Fluminense México 70 (por Paulo-Roberto Andel)

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Este domingo é um dia muito especial para o futebol brasileiro. Há exatamente meio século, o Brasil conquistava definitivamente o futebol do planeta ao vencer a Itália por 4 a 1, chegando ao tricampeonato mundial.

Interessante estabelecer algumas conexões entre esse momento de glória e o nosso Fluminense.

Primeiro, naquele ano em que, para muitos, venceu a maior seleção de todos os tempos, o campeonato brasileiro foi fortíssimo – todos os campeões mundiais jogavam por aqui. E deu Fluminense. Embora já tivesse sido campeão mundial em 1952 e vencido por duas vezes o Torneio Rio-São Paulo – até então o maior campeonato do país -, a Taça de Prata tinha um sabor especial em 1970. Com todos aqueles craques e timaços em campo, o Flu teve cara de campeão dos campeões com toda justiça.

Outro assunto pouquíssimo falado: a relação direta que vários dos convocados e membros da comissão técnica tinham ou teriam com o clube.

Félix já era ídolo no Fluminense. Carlos Alberto Torres foi revelado pelo Flu, campeão em 1964 e voltaria anos depois para a Máquina. Marco Antônio, base tricolor. Gerson, torcedor declarado do Fluminense, viria três anos depois para as Laranjeiras, onde encerraria a carreira. Rivellino seria o camisa 10 da Máquina Tricolor em 1975, numa contratação retumbante, e teria Paulo Cezar Caju, vindo da França, para muitas tabelas naquele que é considerado o mais emblemático time da história do Flu. E uma história que poucos sabem: o mitológico Tostão esteve com um pé nas Laranjeiras – considerava o Fluminense o clube mais organizado do Brasil e quase veio em 1972, mas o Vasco ofereceu um salário melhor e levou o craque. E até Pelé vestiria a linda camisa branca do Flu num amistoso na Nigéria (na foto, entre Edevaldo e Rubens Galaxe).

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Na comissão técnica, Zagallo, Admildo Chirol, José Bonetti e Lídio Toledo marcaram presença pelo Fluminense, além de Carlos Alberto Parreira, um nome marcante e vitorioso da história tricolor.

Os frutos de uma colheita selecionada resultaram numa época de ouro para o Flu, iniciada em 1969 com o Campeonato Carioca, que se repetiria em 1971, 1973, 1975, 1976 e 1980, mais o Brasileirão 1970. Naquele tempo a competição do Rio era a mais importante do país, mas o Flu venceu o Brasileiro mais difícil e disputado da história.

Seja por curiosidades, seja pelos fatos e referências, pelos sonhos e brevidades, a realidade definitiva é que a linda camisa amarela da CBD em 1970 nunca foi tão tricolor. Vários dos heróis que há 50 anos impuseram o Brasil frente o resto do mundo tiveram envolvimento com as três cores imortais, o que é motivo de permanente orgulho para todos os nossos torcedores.

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Panorama Tricolor

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