Fluminense 1 x 0 Resende (por Leandro Capela)

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Ontem, fui ao clássico estádio do Bangu prestigiar o nosso Tricolor.

Matamos dois coelhos com uma cajadada só: conquistamos os três pontos, mas também tivemos algumas fragilidades expostas, o que traz à comissão técnica a oportunidade de enxergá-las e corrigi-las.

Diferentemente do que vimos nas duas primeiras partidas do ano, não demonstramos superioridade sobre o adversário.

O Resende veio como se esperava: fechado. Ocupou boa parte do nosso campo de ataque e dificultava as progressões pelo meio, que foi justamente nosso ponto forte contra o Vasco da Gama.

A solução buscada por Scarpa e Sornoza foi procurar os flancos com lançamentos longos. Os passes até foram certos, mas levamos pouco perigo ao clube do Sul Fluminense.

Lucas e Léo tiveram algumas boas aparições ofensivas, mas não suficientes para empolgar a torcida. Na marcação, Lucas frequentemente obrigava os volantes a ocupar seu lado, apesar de ter feito alguns desarmes. Em um deles, sofreu uma falta que, após troca de passes, fez a bola cair na canhota do Scarpa e morrer no barbante.

O belo gol do nosso camisa 10 não poderia ter vindo em melhor hora. Não conseguíamos chegar com perigo e, num toque diferenciado, a rede balançou. Porém, após o tento, a pressão aumentou.

Abel mexeu. Marquinho cumpriu papel defensivo importante, na maior parte pelo lado esquerdo. Subiu menos que o substituído Douglas e conseguiu cobrir os avanços de Léo.

Depois, ficamos sem centroavante fixo, já que Henrique Dourado deu lugar a Marcos Júnior, que atuou mais recuado, na linha mais avançada do meio-de-campo, à direita. Por fim, o já fatigado Papá foi para o banco e Lucas Fernandes pisou o gramado para apoiar pela esquerda. Scarpa ficou centralizado.

As alterações não surtiram efeito positivo, fato admitido pelo próprio treinador. Muito bom ver um Fluminense com 100% de aproveitamento, mas disposto a melhorar.

Sei que ainda é cedo, mas o início é promissor. Que as falhas sejam corrigidas o quanto antes. Que o elenco se entrose cada vez mais e faça o Fluminense reencontrar o caminho das taças. É logo ali. Temos um meio-de-campo extremamente jovem e técnico. O “veterano” do quarteto é Orejuela, que nem sequer completou 24 anos de idade.

Desde criança, ouço falar do Flu de 1980. Era uma nova geração após o desmonte da Máquina, que deixou saudades nos tricolores. Começou o ano desacreditado após temporadas insalubres, mas ganhando corpo no talento dos jovens. O centroavante era, até então, um mero refugo. Alguns jogadores haviam sido rejeitados por metade dos clubes do país. Te lembra alguma coisa? Talvez seja mais uma grande coincidência na história do Fluminense. Não gosto de me iludir, mas… Vamos aguardar.

P.S.: Orejuela segue sem errar um passe sequer no ano. É uma impressionante média de 46 passes por partida. Isso significa que, a cada dois minutos, a bola passa pelos pés do camisa 18 e continua em nossa posse. E não é só passe rasteiro pro lado, não. Ele tenta alguns verticais e pelo alto, também. Excelente jogador.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: lek

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