Fluminense 1 x 0 América-MG: atuações (por Mauro Jácome)

Assim que Rafael Traci apitou, os defeitos técnicos e táticos vieram à tona. Marcação frouxa que permitia ao América chegar na intermediária tricolor em três toques, improdutividade dos laterais para chegar ao lado da área e encontrar alguém na área, falta de paciência para trabalhar a bola e aguardar um jogador melhor colocado, ligações diretas entregando a bola ao adversário. Depois de um início mais presente no campo de ataque, aos poucos o América foi tomando conta do jogo. Marlon deixava uma avenida e, por ali, o time de Givanildo chegava constantemente. Aos 26’, numa investida de Aderlan, Marlon deu um carrinho e derrubou o lateral americano. Luan bateu no canto, mas Júlio César fez uma defesa espetacular. No rebote, o goleiro-herói fechou o ângulo e Rafael Moura chutou para fora. O pênalti perdido não abateu o América que continuou atacando. Aos 37’, Rafael Moura descobriu Luan nas costas de Igor Julião. O atacante entrou e bateu, Júlio César novamente fez milagre. A bola ainda bateu em Igor Julião, mas Gum evitou o gol contra. Aos 40’, o fim da incrível marca de mais de 13 horas sem marcar um gol. Marlon bateu o escanteio e Richard entrou livre entre a zaga do Coelho e cabeceou para as redes. A torcida vibrou num misto de alívio e alegria.

O segundo tempo foi de completo domínio do América. Sem conseguir organizar a marcação, os jogadores se agrupavam nos espaços errados e deixavam vários adversários livres. Júlio César fez mais uma defesa espetacular. Depois da entrada de Everaldo, o Fluminense conseguiu organizar alguns contra-ataques, mas faltou visão para um passe que resultasse em chance de gol. O América cansou e o Fluminense conseguiu administrar os últimos dez minutos. Depois do apito final, os jogadores mostravam alívio no campo e a torcida, na arquibancada. Claro, sem deixar de mandar o ridículo presidente para aquele lugar.

JÚLIO CÉSAR

Dois milagres no primeiro tempo: defendeu um pênalti e uma conclusão cara a cara. Ambas de Luan. Começou o segundo tempo fazendo mais um milagre: num chute de fora da área, a bola bateu em Gum e Airton e entraria no cantinho, mas o goleiro se atirou e deu um tapa para escanteio. Herói.

IGOR JULIÃO

Posicionou-se muito mal. Marcou a bola e deixou Luan entrar, em diagonal, pelo seu lado. Na frente, arriscou algumas investidas, mas os cruzamentos foram horrorosos.

GUM

Mesmo nervoso com a situação, fez uso de sua garra para suprir as deficiências. Em alguns lances, afobou-se e se desfez da bola em chutões. Não aguentou até o fim.

PAULO RICARDO

Entrou num momento em que o América já estava em descendência.

DIGÃO

Ficou exposto e teve que sair para cobrir Marlon. Com isso, abriu espaços na linha de zaga. Mostrou muita garra e ajudou bastante na permanência na primeira divisão.

MARLON

O América chegou com muita facilidade por aquele lado. Fez um pênalti infantil, num bote típico de falta como resultado. Na frente, não fez boas opções na definição das jogadas. Bem nas cobranças de escanteio: no gol de Richard e no cabeceio de Luciano no travessão.

AIRTON

Bem no combate à frente da zaga. As melhores oportunidades do América foram pelos lados.

DODI

Entrou para melhorar a marcação no meio e para organizar a saída de bola, mas prendeu demais e quebrou a velocidade.

RICHARD

Um dos melhores. Foi um leão em campo. Tentou fazer o papel de organização, no entanto, não aparecia um companheiro para dar sequência. Fez um bonito gol de cabeça.

JADSON

Correu muito, mas pouca participação com a bola nos pés.

KAYKE

Muito fraco tecnicamente. No entanto, esforçou-se para variar as jogadas de ataque, mesmo com a bola chegando pouco.

EVERALDO

Prendeu bem a bola e ajudou a administração dos últimos minutos.

MARCOS JUNIOR

Uma boa conclusão no primeiro tempo. De resto, correu aleatoriamente e não fez nada de útil.

LUCIANO

Uma cabeçada no travessão. Movimentou-se, mas prendeu demais a bola. Tentou conclusões com muitos adversários na frente. Atrapalhou Everaldo num lance que poderia resultar em gol.

FÁBIO MORENO

Não tinha muito o que fazer. Escalou o que tinha nas mãos. Deu preferência para quem estava a fim de jogar. São tantos problemas que não podemos responsabilizá-lo pelo domínio do América.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @MauroJacome