Fluminense 1 x 2 Sport (por Felipe Fleury)

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Eu até posso compreender, mas não concordo, que um time campeão brasileiro, depois de exaustivas comemorações e da perda natural de interesse pela competição, já com a missão cumprida, fraqueje no jogo seguinte à conquista. O que eu não posso compreender, de forma alguma, é que um time que não conquistou nada, apenas se livrou de um vergonhoso rebaixamento – não fazendo mais que a sua obrigação – entre em campo como se estivesse ainda embriagado das comemorações por um título que jamais teve competência para sequer almejar. Foi assim o Tricolor hoje, o retrato desidioso de sua Administração para com o futebol.

O Fluminense fez um primeiro tempo, para dizer o menos, absolutamente desinteressado, dando todo o campo para o Sport e sendo desidioso na marcação, tanto é que em 23 minutos, o time rubro-negro já havia finalizado onze vezes e marcado dois gols.

Aliás, os gols do Sport resumem de forma bastante definitiva o que foi o Flu na primeira etapa: um bando sonolento e preguiçoso. No primeiro tento, André apareceu entre Renato Chaves e Lucas, que tiravam uma soneca, e marcou. No segundo, André, novamente, entre três ou quatro jogadores Tricolores, consegue achar a bola e finalizar sem ser incomodado.

O Flu, a bem da verdade, perdeu uma chance imperdível com Marlon, cara a cara com o goleiro, outra com Marcos Junio e teve um bom chute de Scarpa sobre o travessão, até que aos 37`, Marcos Junio aproveita num voleio-bicicleta, um cruzamento de Scarpa, e marca um golaço. Foi apenas um lampejo, porque o Flu continuou sem incomodar muito o adversário até o fim do primeiro tempo.

Para a segunda etapa, Abel veio com Matheus Alessandro e Wendel nos lugares de Marlon Freitas e Sornoza e quase nada mudou, o que comprova que o problema do Flu não era técnico, era de espírito. Houve, é certo, mais equilíbrio de ações e inações. O Tricolor perdeu logo no início um gol com Marco Junio na cara do goleiro do Sport, depois algumas falhas defensivas de ambas as equipes proporcionaram boas chances, principalmente para o time de Recife, na bola aérea. No fim, ainda quase marca o terceiro, fazendo linha de passes na entrada da área do Flu. No lance seguinte, de cabeça, teve outra bola cabeceada que passou muito perto da trave Tricolor. O Fluminense estava resignado. Uma falta no último lance a seu favor, um susto e nada mais.

O Tricolor abriu mão de disputar uma copa sul-americana, como se pudesse abrir mão de algo numa temporada em que não conquistou nada de relevante. Ao que parece, exceções feitas a Dourado, sempre um guerreiro e ainda interessado na luta pela artilharia, Marcos Junio, outro que não se omite e Matheus Alessandro, que pelo menos correu, todo o resto se comportou como se protestassem contra os atrasos de seus salários. Scarpa, cansado de correr e ser vaiado, hoje resolveu ser vaiado sem correr. A dupla de zaga mostrou toda a sua insegurança e fragilidade. Os dois laterais são horrorosos, menos horroroso o Lucas. O nosso meio não cria mais nada há tempos: Douglas fez o trivial e Sornoza está em ritmo de férias.

Esse Fluminense que os pouco mais de doze mil abnegados foram assistir no Maracanã é uma afronta à tradição Tricolor, é a triste realidade de uma Administração que imagina que um clube como o Fluminense pode sobreviver sem que se dê a devida prioridade ao futebol. O resultado da incompetência, da desídia, está aí. Uma derrota que só não foi mais larga porque o Sport, com dois a zero no placar, abdicou de atacar, buscando apenas os contra-ataques. E ainda assim quase amplia no fim.

O Fluminense de hoje foi uma vergonha, o Fluminense de 2017 foi uma vergonha. Que não se repita em 2018.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @FFleury

Imagem: f2

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