Diniz, Seleção e a venerável coletiva (da Redação)

Nossa equipe comenta as novidades jornalísticas do Fluminense.

1) DINIZ NA SELEÇÃO

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Talvez nada encarne tão bem o fenômeno de apequenamento do Fluminense quanto a ida de Fernando Diniz para o comando da Seleção Brasileira, não como o técnico, mas como técnico interino (leia-se esquenta cadeira).
Diniz aceita o convite, sabendo de cara que não ficará para a Copa do Mundo, porque está apenas preenchendo um hiato entre a saída de Tite e a chegada de, quem sabe, talvez um técnico de verdade.

Se falta brio a Fernando Diniz, imagine o que falta ao Fluminense, que se resumiu a ser um clube que se posiciona como refém de um cara que aceita ser o segura vela da CBF?

Melhor eu parar por aqui. O Clube não merece o inventário de adjetivos que tenho na cabeça.

FÁBIO CÔRTES

O Fluminense passa a viver uma situação no mínimo diferente, de dividir seu treinador com a Seleção Brasileira. O que, a princípio, seria uma boa notícia, se reveste de estranheza, e lança mais luzes sobre a má fase tricolor. Que não seja uma bomba atômica a nos destruir.

THIAGO MUNIZ

Fernando Diniz na Seleção Brasileira; acho que pode oxigenar a sua carreira, dar um “upgrade” no relacionamento com jogadores a nível internacional e vai permiti-lo estudar as seleções estrangeiras, visto que a pseudo-chegada de Carlo Ancelotti só se dará daqui a uma temporada completa e até lá terão algumas Datas FIFA a disputar. Desejo boa sorte a Diniz e que seja feliz em suas convocações.

OWERLACK LINS JR.

A situação é cômoda para a CBF, porque tira a pressão pela vacância do cargo de treinador até 2024. Atende ao Mário, porque ele já sentiu que Diniz não é mais unanimidade na torcida – até enquete sobre demissão foi lançada pelo Canal do Vilela, e em caso de uma demissão ele teria o discurso pronto, além de não deixar o técnico desempregado.

Bom e merecido para Diniz, pelo profissional que é e que atinge o ápice da carreira. O elo fraco ficou para o Fluminense, que não terá seu treinador focado 100% em suas necessidades. Antigamente, era normal o técnico acumular clube e seleção, mas nossos jogadores estavam aqui e a necessidade de observar os outros se dava nos amistosos e excursões. Hoje isso mudou.

Enfim, é torcer para todos estarem certos e o elo fraco não se romper.

DANIEL MORALES

A ida do técnico Fernando Diniz para a Seleção Brasileira, mesmo de forma em que ele se mantenha no Fluminense, é extremamente prejudicial ao clube. Em visto em que existe um evidente conflito de interesses entre Fluminense e CBF, fora a questão que, no período de data FIFA, é para ser período de ajustes para o time, o treinador não estará com seu elenco e nem sua comissão técnica.

Era melhor o Fluminense partir para contratar outro treinador e seguir sua vida com um técnico com foco 100% no clube.

WAGNER VICTER

Não vejo qualquer problema, muito pelo contrário, nessa operação de share do Diniz. Aliás apesar da coincidência do calendário em pouquíssimas datas para Fluminense e Seleção Brasileira, essa experiência tende a evoluir o Diniz como técnico e trazer até benefícios ao Fluminense.

RAFAEL BOSISIO

Escolha bastante complicada, pois o Fluminense não apresenta o melhor futebol do Brasil atualmente. Também devemos considerar o conflito de interesses que pode ocorrer em um técnico dirigir a seleção do país e um grande clube. Por último, o fato dele ser interino e ter um modelo de jogo diferente do possível técnico. Erro atrás de erro.

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2) A COLETIVA DE MABI

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Não vi, não quero ver e tenho raiva de quem concorda.

THIAGO MUNIZ

A coletiva do presidente do Fluminense nada mais é que um belo pronunciamento chapa branca, onde abaixa a cabeça quem gosta de ser enganado. Perguntas selecionadas e respostas bem elaboradas para que não houvesse tropeços e escorregadas.

Como diz meu amigo Paulo Andel: caô.

FRANCISCO DA ZANZIBAR

Se era pra bater o recorde mundial de cafonice, o pavônico conseguiu. Meodeux! A cara de pau chega a brilhar com tanto óleo de peroba. Minha emulsão de Scott!

OWERLACK LINS JR.

Sobre a coletiva, nada anormal. MaBi é oralmente competente. Pode ser tudo, menos burro. Sabe para quem fala e atinge seu objetivo com esses.

Os discursos do Mário não são para nós. São direcionados ao seu público, a grande parte da torcida que o apóia e a uma oposição sem rumo e nomes, que não sabe ser oposição, roda atrás do próprio rabo e ainda dá pinta de oportunista nesse momento. É o contraditório que ele adora porque erram tanto que quanto mais falam, mais combustível dão para ele.

Por fim, sei que sou dos poucos a pensar assim, mas entendo que o Flu precisa virar SAF, ter dono, responsável por lucro e prejuízo, pensar no bolso e no empreendimento quando for negociar. Só assim temos chance de ser perenes como força no jogo.

DANIEL MORALES

O presidente Mário Bittencourt se aproveitou mais uma vez de sua boa oratória para tentar enganar trouxas, afora as mesmas ladainhas de austeridade financeira, clube sem dinheiro e entre outras coisas.

Os números e os fatos mostram o contrário da fala do mandatário tricolor. A divida do clube só aumenta e o planejamento mal feito no começo do ano está pesando no momento importante da temporada.

Não existe falar que os clubes adversários possuem melhores peças de reposição se você vai ao mercado e traz Thiago Santos, Yony Gonzales e Diogo Barbosa.

PAULO-ROBERTO ANDEL

A coletiva do mandatário tricolor, mantendo a regra das anteriores, pode ser resumida em três letras: caô. É um show de cinismo com malabarismos retóricos e sofismas baratos que não resistem a trinta segundos de raciocínio. Só é trouxa quem quer.

WAGNER VICTER

É público que sou crítico a 90% das ações realizadas pela atual Direção do Fluminense, em especial pelas transações com forte cheiro de jabaculê trazendo barangas, ex-jogadores por valores elevados associados à venda de jogadores da base a preço de banana (após um processo de desvalorização planejada), mas também principalmente pela administração desastrosa que nos coloca sob metástase financeira.

Não obstante a um olhar crítico de torcedor e sócio, posso reconhecer quando adotam decisões que considero acertadas ou quando recebem críticas acima da conta.

RAFAEL BOSISIO

Coletiva que não explicou as principais dúvidas. O dirigente ficou em cima do muro, optou por respostas padrões e não se posicionou a favor do Fluminense. A instituição ficou em segundo plano em suas falas, quando deveria ser sempre o plano principal.