A crise tricolor de 1992 (da Redação)

Para os mais novos, o atual momento financeiro – delicadíssimo – do Fluminense cheira a novidade. Mas está longe disso. Há exatos 26 anos, em 10 de maio de 1992, a pouco mais de dois meses do aniversário de 90 anos do clube, uma extensa matéria do JB assinada por Álvaro da Costa e Silva, um dos maiores jornalistas brasileiros e escritor de fina estampa, dava conta das enormes dificuldades que o Flu vivia dentro e fora das quatro linhas.

Importante ressaltar: esta publicação teve como referência principal a data. Nem pensar em matérias de cunho alarmista ou derrotista, geralmente publicadas na véspera de jogos importantes do Fluminense por diversos veículos, com diversas motivações.

Curiosamente, quando nas estrelinhas atuais existe a intenção de se rifar as Laranjeiras por um hipotético estádio na Barra, à época a proposta era trocar o palco imortal do Tricolor pela Pavuna, oferta sabiamemte recusada pelo então presidente Ângelo Chaves.

Falante, o vice-presidente de futebol Valquir Pimentel fazia contratações que às vezes davam tiros n’água: o Flu chegou a ter 60 jogadores no elenco. Qualquer semelhança com épocas recentes (que hoje alimentam o ódio na internet) é mera coincidência.

O jogo político já estava com as cartas à mesa meses antes da eleição, que seria vencida por Arnaldo Santhiago, atleta e médico com grandes serviços prestados ao clube.

Interessante testemunhar as palavras de Edinho, eterno ídolo e ex-treinador do clube em sua primeira passagem.

Naquele ano, o Fluminense precisava vencer o Sport nas Laranjeiras para sonhar com a classificação à segunda fase do campeonato brasileiro. Ficaria num conturbado empate em 1 a 1.

Neste quinta à noite diante do Potosí, mesmo com todas as dificuldades já conhecidas, o cenário é outro.

Panorama Tricolor

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Imagem: jb

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