Adeus, fanfarrão (por Nelson D’Elia)

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Durante três anos não ganhávamos do Vasco: perdemos sete e empatamos três. Essa freguesia recente doía nos tricolores.

No primeiro turno, após uma confusão criada pelo homem do charuto por causa do lado do campo, perante 40.000 torcedores perdemos por 2 a 1, depois de um gol espírita de Jon Cley. O mando era nosso e cedemos 50% do espaço para os torcedores adversários, de maneira fidalga.

Agora o mando de campo foi do Vasco e o mesmo troglodita transferiu o jogo para o Engenhão, onde só reservou 10% dos ingressos para os tricolores. Dessa vez 12.000 torcedores viram o Vasco perder de 1 a 0 com um gol de direita do nosso Gerson, que chutou cruzado com a bola entrando devargarzinha…

Era uma partida com muito mais apelo esportivo do que o do primeiro turno. O Vasco precisando de uma vitoria desesperadamente para tentar se salvar do rebaixamento. O Fluminense precisando de uma vitória para permanecer pelo menos entre os 10 primeiros em 2015.

O Eduardo Batista me surpreendeu pela ousadia ao colocar Jean na lateral direita e Wellington Silva na esquerda, pois precisava de dois jogadores experientes para fechar bem a nossa defesa.

Ele também achou, na minha opinião, o local perfeito para Cícero, que jogou de quase líbero, tanto ajudando na defesa como, e principalmente, propiciando uma boa saida de bola, pois está sempre como válvula de escape para Gum e Marlon.

Nas próprias palavras do Eduardo Batista: “Confirmada a ausência do Fred, pensei em retirar a referência de outro atacante, para confundir os zagueiros. Pensei que poderia funcionar e isso rendeu ao Fluminense um primeiro tempo impecável. O rendimento até diminuiu no segundo tempo, mesmo assim chutamos a gol. Valeu que vencemos o clássico”.

E assim, armando melhor a defesa, o Eduardo fez com que o ataque se deslocasse com rapidez e a cada momento aparecesse um jogador para finalizar, tanto que Magno Alves e WS perderam gols.

O Fluminense, mesmo sofrendo um ataque descomunal do Vasco, se manteve incólume e poderia ter vencido por um placar mais elástico.

Mas o que interessa mesma é a vitória, a primeira de muitas que teremos pela frente
contra o Cruz-Maltino.

Já se escuta por ai nas redes sociais que o Flumiense deveria entregar alguns jogos para favorecer a queda do Vasco.

Discordo totalmente. Primeiro, porque não é um papel digno de um clube com as tradições do Fluminense. Depois, devemos tentar ganhar todos os jogos restantes para terminar o ano de 2015 dignamente, com a esperança, mínima possível, de alcançar a quinta posição.

O Vasco que se vire para não cair.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: humoresportivo/lance

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