A gestão do elenco tricolor (por Márcio Machado)

Taí algo que faltou ao fluminense nessa semana que passou. A diretoria mais recentemente deu opções razoáveis para o nosso nível financeiro ao técnico, buscando por aí e encontrando na base, chegando a um plantel que, se não é o do Palmeiras ou o do Cruzeiro, permitiria ousar mais contra o Nacional, jogar com uma equipe mais forte contra o Santos e ter a corda menos apertada no pescoço.

Contra o time uruguaio que, para mim, mostrou ser um time fraco confirmando o mau momento deles na temporada, se o Marcelo seguisse até o fim com um esquema mais ofensivo não teríamos tomado o gol, fora abafarem com lances de bola parada. Em sequência, eles não conseguiram nada de importante. Já o Mateus Alessandro de lateral foi uma grande bobagem e não funcionou, mas podia perfeitamente ter jogado o segundo tempo na posição dele. Sornoza passou varias partidas não jogando nada e ficando 90 minutos em campo; pondo o Daniel obviamente sem ritmo, pois pouco é utilizado, não faltou oportunidade de partida encaminhada ou com o titular ruim para dar rodagem a ele e a Cabezas. Não foi feito isso e a consequência foi passar o final dos dois últimos jogos tomando pressão o tempo todo, pois o time não conseguia trocar três passes decentemente.

Apesar disso temos boas notícias: o fluminense demonstrou ter dois bons goleiros à disposição e que os mesmos estão bem treinados, cabe renovação dos vínculos deles para ontem. Frazan parece estar evoluindo com a experiência e se encaminhar para ser um reserva confiável. O cargo de garoto que entra e entrega o jogo fica para esse que fez o pênalti, perdoável para o primeiro jogo no profissional, num lance onde a malandragem do atacante adversário em aproveitar o toque para cair foi decisiva. Se ele aprender com isso já terá sido útil. No caso do Mateus Norton é de fazer ele rodar em outros clubes, sair do foco e ganhar experiência, duas partidas como titular contra adversários pesados e uma com ele fora de posição não podem crucificá-lo. Não é um fora de serie, mas sendo usado no fim de jogos para segurar resultado ainda poderia ser útil, agora não mais.

Faltou também levar alguns titulares em melhor condição física para Santos, evitaria a entrada do menino na zaga e permitiria tentar ganhar o jogo no fim.

Do jeito que ficamos, a decisão da temporada é nesta quarta-feira. Jogo difícil, mas não impossível. Decidir fora é ruim em muita coisa, mas se joga podendo fazer gols que são critério de desempate. Toda a vantagem uruguaia desaba com um gol nosso, e é isso que devemos buscar logo no início. A inspiração tem de ser o primeiro tempo do jogo do Engenhão.

Vamos acreditar. ST.

Panorama Tricolor

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