A festa da estreia (por Juliana Rolhano)

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Os olhos do mundo inteiro estão focados no maior espetáculo da Terra.

No primeiro dia do Mundial 2014, o futebol alterou rotinas, mudou escalas de trabalho, aqueceu a economia dos vendedores, mudou a hora do rush de 17h para 13h. Milhares de pessoas pararam tudo para correr para casa ou para um local com TV. Os que gastaram mais estavam lá no Itaquerão, assistindo tudo de pertinho.

Levei 2h30 pra chegar em casa no Rio de Janeiro.

O futebol, nesta última quinta, mudou o cenário romântico do dia 12 para uma decoração mais patriota. Casais vestiam as cores da Nação Brasileira. O dia dos namorados foi atropelado pela torcida do Brasil. E ninguém reclamou. Todos ganharam seus presentes apaixonados, mas sem desgrudar da telinha.

O clima foi de euforia, paixão e alegria.

Pelas ruas uma onda verde e amarela. Todos vestidos de Brasil. Incomodados com a atual situação do País? Sim. Mas não dá pra tirar o torcedor de dentro das pessoas. Não da noite para o dia. E como em todos os mundiais, os torcedores se uniram pra vibrar e ansiar por uma vitória.

Um pedacinho do Flu esteve lá. No campo. As cores tradicionais deram lugar ao verde e amarelo. No drama de Marcelo à malandragem de Fred, passando pela firmeza de Thiago Silva. Do lado de fora, Parreira impassível e seguro como sempre. No mais, Neymar foi decisivo e Oscar jogou uma barbaridade. Houve um nervosismo natural quando saímos perdendo, mas a resposta foi positiva.

Adultos e crianças fizeram o coro que resultou numa vitória emocionante do Brasil, por mais que se tente valorizar os erros de arbitragem, que aconteceram, mas não traduziram tudo o que foi o começo desta Copa do Mundo em nossa casa.

Tudo dando certo. O futebol transformando um país.

Pelo menos, enquanto a Copa durar.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: uol

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