A curtos passos (por Ise Cavalieri)

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O Fluminense destemido, que encara times de peso como um gigante que é, parece ter no Z4 a sua grande assombração. E não é apenas o medo de estar lá ou da possibilidade de estar próximo, mas está também nos times que nele se encontram.

Não adianta: entra ano, sai ano, muda técnico e muda elenco, pode tudo mudar, menos a nossa sina em ressuscitar times que estão lutando para não serem rebaixados. Os pontos que muitas vezes nos impedem de lutar por algo melhor. O Fluminense quando perde, perde para ele mesmo.

E bastou uma derrota para que o público presente no estádio diminuísse. Mesmo que tenha sido bizarra e com o agravante de um horário horroroso, o fato é que nossa torcida tem sido imediatista e diretamente baseada nos resultados em campo, mesmo que não estejamos enchendo estádio há um bom tempo.

Sul-Americana e a expectativa de um bom jogo que quase foi pelo ralo. Partida que lembrou aquela contra o Nacional de Potosí, embora dessa vez, o Fluminense tenha sido bem melhor e mais organizado, especialmente na segunda etapa. Mesmo com Sornoza, sumido em campo durante os primeiros 45 minutos, e Pedro, que vem brilhando durante o ano mas que mal se via durante a partida também… A torcida estava inflada todo o tempo, mas as verdadeiras emoções foram escassas, tirando algumas chances de gols desperdiçadas (para variar). Só com o jogo próximo do fim é que finalmente veio a “levantada” que precisávamos. E que levantada!

Sornoza, que neste ano não havia feito uma grande partida sequer, voltou coroado com um gol espetacular. Que seja o gás que ele tanto precisava para terminar 2018 por cima

E falando em torcida, que show tem dado! E não falo de quantidade, mas de voz, de emoção. Os números não tem sido favoráveis, mas não nos impedem de fazer o nosso dever nas arquibancadas e tentar levar o time a vitória, mesmo que nem sempre saia da forma como esperamos.

Voltando ao Brasileirão, serão dois jogos em casa com a possibilidade real de garantirmos os pontos necessários e, aí sim, sonharmos com uma beliscadinha no G4. O elenco ainda não é um dos melhores, mas temos visto que um time que não tem se entregado; que em vez de recuar e jogar na retranca, não desiste – vai pra cima de forma veloz.

Depois da frustração da partida contra o Ceará, veio a grande vitória sobre o Defensor. Agora é pensar para frente e continuar o trabalho que parece estar dando certo. Mesmo a curtos passos, tudo indica que estamos evoluindo.

Panorama Tricolor

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